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Consumo

Serviços como Netflix roubam mercado da TV por assinatura

Pesquisa revela que 97% das pessoas já usam algum tipo de streaming; TV a cabo está em queda

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Preferência. Luiz Fantini e família abriram mão da TV por assinatura e estão mais felizes com o serviço de streaming que possuem
PUBLICADO EM 14/01/18 - 03h00

Mais barato, mais conteúdo e mais liberdade. O brasileiro está percebendo as vantagens que os serviços de streaming proporcionam, e quem está perdendo mercado são os serviços de assinatura de TV a cabo. O microempreendedor Luiz Fantini, 30, que tem três filhos entre 5 e 8 anos, percebeu isso há cerca de um ano. “Investi em uma smart TV, cortei a TV a cabo e hoje uso Netflix e YouTube”, conta. Com a troca, mesmo contando a internet banca larga, o custo caiu 56,7%.

Para o consultor em educação financeira do Mercantil do Brasil Carlos Eduardo Costa, a troca é bem-vinda para quem quer economizar. “É um comportamento saudável porque essa troca pode trazer economia para a família sem perder qualidade de vida. Você continua assistindo os programas, mas com um custo menor”, avalia Costa.

A tendência de migração para serviços de streaming foi percebida por uma pesquisa realizada com mais de 9.000 participantes da Comic Con Experience (CCXP), que aconteceu em dezembro de 2017, realizada pelo Ibope Conecta e Omelete Group. Segundo o levantamento, 97% dos entrevistados informaram que usam algum serviço de streaming. Em 2014, 32% não utilizavam o serviço. Por outro lado, há três anos, em 2015, 85% dos entrevistados diziam que tinham TV a cabo. Em 2017, a porcentagem foi de apenas 68%, uma queda de 17 pontos. Os serviços mais citados na última edição da pesquisa foram Netflix (91%) e YouTube (80%).

Segundo Costa, na hora de decidir qual serviço utilizar, é importante colocar todos os custos na ponta do lápis. “Normalmente o streaming é mais barato, mas a utilização da internet aumenta. Tem que buscar um bom pacote de dados para não cobrir um santo e descobrir outro”, lembra o consultor financeiro.

Dicas. A Netflix orienta que para o plano básico é necessário ter uma internet banda larga de pelo menos 3 megabytes por segundo (Mbps) e para o plano premium, 25 Mbps. Fantini conta que, após mudar de bairro, trocou o pacote de internet com 30 megabytes para um de 5 megabytes. “Era o serviço disponível no bairro novo. Acabou ficando mais barato e segurou legal a nossa necessidade”, diz.

Mesmo quem não abre mão totalmente da TV a cabo consegue economizar, caso da professora Lays Moreira, 45. “Aumentamos a internet quando a fibra ótica chegou ao bairro e mantivemos só os canais básicos a cabo. (Mesmo assim) gastamos menos hoje com internet do que gastávamos com TV”, afirma. A advogada Adriana Valle, 35, manteve a TV a cabo apenas para conseguir um valor menor na internet. “Passei de 10 para 60 megas, mas para isso não podia tirar a TV a cabo. Mas quase não assisto”, diz. Ela conta que usa internet para Netflix e jogos online.

Mais lento

Projeção. Uma pesquisa da PWC aponta que até 2021, o mercado da TV a cabo vai crescer 2% no Brasil. Já o mercado de vídeos na internet deve apresentar um crescimento de 9%.

 

Liberdade na hora de assistir

Além da economia, os consumidores dos serviços de streaming elogiam a liberdade de assistir na hora que quiser os serviços disponíveis. “A gente vê as vantagens do streaming: ver a hora que bem entende, sem propaganda. Outra coisa que também é vantagem é mobilidade. Não preciso estar em casa pra acessar o serviço de streaming”, afirma a professora Lays Moreira, 45.

“No Brasil, o modelo da TV por assinatura está morrendo, com a chegada de serviços de streaming por assinatura. Os pacotes de assinatura são muito rígidos. As empresas de conteúdo já estão estudando novas formas de entrega dos conteúdos pela internet”, avalia o CEO da Big Data Corp, Thoran Rodriges.

Um estudo da empresa divulgado em janeiro de 2018 mostrou que, no Brasil, os aplicativos de entretenimento são os mais baixados nas lojas de apps como Google Play e Apple Store, com 8,5% da preferência.

“A televisão continua sendo a mídia mais presente entre todos os brasileiros, mas é visível que novos formatos de mídias têm crescido e, inclusive, fazendo com que a mídia tradicional se reinvente. Exemplo disso é o próprio Globo Play”, afirma o COO da startup de pesquisa de mercado Opinion Box, Felipe Schepers.

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