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Economia

Taxistas dizem que era melhor não ter tido Copa 

Categoria afirma que estrangeiros estão optando pelo metrô e pelo ônibus

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Saiu vazio da Savassi. Motorista de táxi Rafael Adans reclama da pouca procura durante o Mundial
PUBLICADO EM 24/06/14 - 03h00

“Era melhor se não tivesse a Copa do Mundo”. A indignação partiu do taxista Reginaldo de Andrade, que faz ponto em frente ao Ceaser Business, hotel que fica no Belvedere, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com ele, o movimento caiu muito depois que a competição começou. A falta de eventos em turismo de negócios e a antecipação das férias escolares são apontadas pela categoria como os principais motivos da “fuga” de passageiros. Nem a invasão de milhares de turistas nas últimas duas semanas aqueceu o setor.

“Pessoal que vem de outros Estados prefere fretar vans para circular por aqui. Tem muita gente já com pacote de turismo fechado. Os estrangeiros estão optando pelo metrô e ônibus. Está muito fraco para a gente”, desabafou o taxista Rogério Assis. O motorista Rafael Adans disse que a situação está complicada para a categoria. “Acabei de chegar da Savassi e não peguei nenhum passageiro”, lamenta.

É o caso do argentino Diego Galino que preferiu usar o transporte coletivo. “Cheguei do Rio pela rodoviária e só circulei de ônibus. Para mim valeu a pena”, contou o torcedor.

O presidente do Sindicato dos Taxistas de Belo Horizonte (Sincavir), Ricardo Luiz Faedda, disse que há demanda apenas em dias de jogos no Mineirão. “Torcedores até usam o táxi para ir ao estádio. Alguns querem conhecer a noite de BH e vão de táxi. Mas em geral, a demanda tem sido bem pequena”, revela Faedda.

Confins. Segundo Ricardo, os motoristas da capital, que não podem operar no aeroporto de Confins, têm de enfrentar a concorrência com os ônibus executivos que ligam Belo Horizonte ao terminal.

“A BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte) permitiu que esses veículos circulassem pela busway da avenida Cristiano Machado e nos proibiu de fazer o mesmo. Nós chegamos a mandar um estudo para que os taxistas tivessem direito de passar por lá, mas a empresa ainda não deu resposta”, reclamou Faedda. De acordo com a BHTrans, não há informações sobre esse estudo do Sincavir.

Táxis em BH

6.576 é o número de veículos da frota na capital mineira

111,4 mil é o número de passageirostransportados por dia

87,7 mil corridas são realizadas diariamente na cidade

12,5 mil é o número de taxistas que trabalha na capital mineira

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