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Destruição nos EUA

Furacão Michael provoca morte na Flórida

Tempestade chegou ao litoral com ventos de 250 km/h

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Furacão Michael atinge a Flórida com ventos de 250 km/h
Moradores de Panama City, na Flórida, tentam se proteger do furacão Michael
PUBLICADO EM 10/10/18 - 23h43

Panama City, Estados Unidos. O furacão Michael matou uma pessoa no norte da Flórida na quarta-feira (10.10), disse à AFP uma funcionária do condado de Gadsden, ao oeste da capital do Estado, Tallahassee, confirmado o primeiro óbito como consequência do gigantesco fenômeno. 

Há "uma fatalidade relacionada com o furacão", disse Olivia Smith, responsável de informação pública da Junta de Comissários do condado de Gadsden, acrescentando que o incidente mortal esteve "relacionado com escombros. Houve uma árvore envolvida". 

Smith disse que a situação era perigosa inclusive para as equipes de emergência: "Fomos muito cautelosos ao enviar nossos primeiros socorristas agora". 

Michael destruiu casas e derrubou árvores e postes de luz no noroeste da Flórida, uma zona balneária no Golfo do México onde a tempestade tocou a terra na tarde desta quarta-feira, com ventos de 250 km/hora. 

Segundo as autoridades, foi a tempestade mais poderosa a atingir este estado do sudeste americano em mais de uma década. 

O olho de Michael entrou em terra firme perto de Mexico Beach, um povoado a cerca de 30 Km ao sudeste de Panama City, por volta das 17H00 GMT (14h em Brasília) como um furacão de categoria 4 na escala de Saffir-Simpson (que vai de 1 a 5), informou o Centro Nacional de Furacões. 

Fotos e vídeos de Mexico Beach, uma comunidade de cerca de mil habitantes, mostravam cenas de devastação absoluta. As casas pareciam flutuar no meio de ruas inundadas, algumas totalmente destruídas após terem perdido o teto. 

"Minha casa em Mexico Beach está debaixo d'água", disse Loren Beltrán, uma contadora de 38 anos, depois de ver imagens de seu bairro. "Perdi tudo de material, mas graças a Deus estamos bem". 

Ela e seu filho de três anos se refugiaram em outra casa em Panama City, onde o panorama não era, no entanto, muito mais animador. 

Vias intransitáveis

Panama City parecia uma área de guerra depois de ter sido atingida por mais de três horas por fortes ventos e uma chuva intensa que caía horizontalmente. As ruas eram intransitáveis e havia antenas, tetos, árvores e semáforos espalhados por todos os lados.

 O governador da Flórida, Rick Scott, escreveu no Twitter que "a resposta está chegando". 

"Nossos enormes esforços de recuperação continuam crescendo. Estamos prontos com agentes da lei, equipes médicas, voluntários, comida, água, eletricistas e mais", acrescentou. 

Horas antes, Scott tinha dito que o furacão seria "a tempestade mais destrutiva a atingir o 'panhandle' da Flórida em um século". O "panhandle" é como se conhece em inglês esta língua de terra na costa do Golfo do México. 

Ao informar ao presidente Donald Trump na Casa Branca, o chefe da agência federal de emergências FEMA, Brock Long, disse que Michael é o furacão mais intenso a atingir a área desde 1851. 

Ao menos 380 mil pessoas estavam sem eletricidade na região noroeste, de acordo com um boletim da agência de emergências da Flórida, SERT, das 18h locais.

Furacão histórico
"Infelizmente, esta é uma situação histórica, incrivelmente perigosa e de risco de vida", disse Ken Graham, diretor do NHC. "Será incrivelmente catastrófico". 

O general Terrence O'Shaughnessy, comandante do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte, disse que a rapidez com que a tempestade se formou e cresceu pegou os moradores desprevenidos. 

"Começou como tempestade tropical, depois aumentou para categoria 1, depois 2 e quando menos esperávamos, era um furacão de categoria 4", disse O'Shaughnessy. 

"Isto se torna um fator na evacuação das populações locais", acrescentou. "Não vimos a resposta robusta de parte da população civil que normalmente vemos em outras tempestades". 

Cerca de quatro horas depois do furacão tocar terra, o olho de Michael abandonava o "panhandle" da Flórida e se aproximava do sudeste do Alabama e do sudoeste da Georgia, indicou o NHC.

 Acrescentou que Michael tinha baixado para categoria 3, com ventos de 205 km/hora - menos fortes, mas ainda perigosos. " 

Michael deverá perder força à medida que cruzar o sudeste dos Estados Unidos ao longo de quinta-feira", disse o NHC. 

Long, o chefe da FEMA, disse que muitos edifícios na Flórida não estão construídos para resistir a uma tempestade com ventos acima da categoria 3. 

Estima-se que 375 mil pessoas de mais de 20 condados receberam ordens de evacuação, obrigatória ou voluntária. 

Trump declarou o estado de emergência para a Flórida, o que permitiu liberar meios materiais suplementares e fundos federais. 

A FEMA tem mais de 3.000 pessoas no terreno, enquanto o governador Scott disse que tinha ativado 3.500 guardas nacionais. 

Nos estados da Georgia e do Alabama foram emitidas declarações de emergência. 

Espera-se que depois Michael atingirá zonas da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, já afetadas pelo furacão Florence há um mês.

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