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‘Ciberjihad’

Radicais atacam site de revista 

“Sangrento St-Valentin#Michelle Obama! Vigiamos você, seus filhos e seu marido”, diz texto

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TOPSHOTS-SYRIA-CONFLICT
Caos. A Síria enfrenta uma guerra civil que já matou 210 mil pessoas e deixou o país vulnerável ao EI
PUBLICADO EM 10/02/15 - 22h10

Washington, EUA. O FBI (polícia federal norte-americana) investigará o ciberataque desta terça contra a conta no Twitter da revista “Newsweek”, reivindicado por hackers que disseram agir em nome do grupo Estado Islâmico (EI) e ameaçaram a família do presidente Barack Obama.
 

“Essa intrusão em particular está sendo investigada pelo FBI”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, em coletiva de imprensa diária. O funcionário afirmou não ter “nenhum elemento de resposta às reivindicações dos piratas”.

Os hackers, que reivindicaram um “cibercalifado”, invadiram durante 14 minutos a conta da “Newsweek” e publicaram mensagens como “Sangrento St-Valentin#Michelle Obama! Vigiamos você, seus filhos e seu marido”, segundo informações da imprensa.

A conta também exibia a imagem de uma figura encapuzada com a frase “Cyber Caliphate” (“Ciber Califado”) seguida de uma mensagem “Je suis IS” (“Eu sou Estado Islâmico”) em resposta ao “Je suis Charlie (“Eu sou Charlie”), lema difundido após o ataque mortal ao semanário francês “Charlie Hebdo”. “Nós pedimos desculpas aos nossos leitores por qualquer coisa ofensiva que pode ter sido mandada pela nossa conta durante o período em que foi ‘hackeada’, e nós estamos trabalhando para reforçar a segurança da nossa redação”, disse a editora da “Newsweek”, Kira Bindrim em um comunicado.

Em janeiro, o site do Comando Central Americano (Centcom), que organiza os ataques da coalizão contra o EI, publicou o que aparentava ser uma lista com telefones dos escritórios do oficiais, sutilmente desatualizada.

Uma outra mensagem dizia: “Enquanto os EUA e seus satélites estão matando nossos irmãos na Síria, no Iraque e no Afeganistão, nós estamos destruindo seu sistema de segurança informático por dentro. ”

O movimento veio no mesmo dia em que a administração dos EUA anunciou o lançamento de um novo centro de ciberinteligência que visa integrar as informações sobre ameaças e críticas às redes de computadores.

Refém. A Casa Branca confirmou nesta terça a morte da trabalhadora humanitária Kayla Mueller, mantida refém pelo EI, mas negou que ela tenha morrido em consequência dos ataques aéreos da coalizão internacional.

A morte da norte-americana foi confirmada pela família da jovem e depois pelo presidente Barack Obama, que prometeu “encontrar” os responsáveis. “Segundo nossas informações, não há provas da presença de civis na zona demarcada antes do ataque aéreo da coalizão”, realizado em 6 de fevereiro pela Jordânia, declarou o porta-voz do Exército norte-americano, Josh Earnest.

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