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Política

Aliados andam na corda bamba 

PR entregou nessa terça Ministério dos Transportes e cobra nome do partido sob pena de apoiar Aécio

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Plenário do Senado
Transporte. Presidente do PR pressiona para que Dilma coloque no ministério nome ligado ao partido
PUBLICADO EM 25/06/14 - 03h00

Brasília. Na reta final das definições sobre candidaturas e apoios, partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff estão se rebelando. Depois de o PTB abandonar o barco no último sábado, o PR colocou a presidente contra a parede: a sigla entregou nessa terça o Ministério dos Transportes e ameaça apoiar o tucano Aécio Neves à Presidência da República.

Segundo a cúpula do PT, o atual titular da pasta, César Borges, apesar de filiado, não representa o partido. O presidente do PR, senador Alfredo Nascimento (AM), formalizou a insatisfação em conversa por telefone com o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).

O partido, que decide na próxima segunda-feira, em reunião da Executiva Nacional, o caminho a tomar nas eleições presidenciais, pressiona o governo a substituir Borges, considerado da cota pessoal da presidente Dilma Rousseff.

Como aconteceu no PMDB e PP, há divisão entre os aliados, com muitos defendendo que o partido feche com o presidenciável tucano Aécio Neves. O PR, que já conseguiu adiar a decisão na convenção do último sábado, delegando à Executiva a palavra final, tende a garantir apoio à presidente Dilma Rousseff, segundo integrantes da legenda.

O secretário geral do partido, senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), trabalha para antecipar a decisão da Executiva, marcada para o dia 30, e quer que o partido feche com Dilma. Ele está confiante em um resultado positivo, principalmente tendo em conta que, em vários Estados, entre eles Rio Grande do Sul e São Paulo, o PR está coligado com o PT.

Embora o senador Antonio Carlos negue, integrantes do PR dão como certa a troca do César Borges pelo ex-ministro Paulo Sérgio Passos, e também a saída do diretor geral do Dnit, Jorge Fraxe. No sábado, a saída dos dois foi um dos principais pontos da conversa na convenção. No partido há quem ache que essa substituição no Ministério dos Transportes seria trocar seis por meia-dúzia, já que Passos ocupou a pasta na cota pessoal de Dilma e é técnico. Ou seja, não resolveria o problema porque não seria alguém ligado ao partido.

PP. Para garantir a aliança com a presidente Dilma Rousseff sem explicitar o racha na legenda, a cúpula do PP trabalha, às vésperas da convenção prevista para o próxima segunda-feira, 30, com objetivo de levar a decisão sobre o apoio à reeleição de Dilma somente à Executiva Nacional.

A manobra, no entanto, deverá ser questionada pelos dois principais diretórios rebeldes: Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Em entrevista ao “Broadcast Político”, serviço em tempo real da Agência Estado, o governador mineiro, Alberto Pinto Coelho (PP), informou que apresentará, junto com a senadora Ana Amélia (PP-RS), uma moção para ser inserida na cédula de votação a neutralidade do partido na disputa presidencial.

Dessa forma, o tempo de rádio e TV seria dividido entre todos os candidatos, assim como foi feito na eleição de 2010. Outro objetivo pode estar por trás da manobra: garantir participação no governo federal a partir de 2015, independentemente de qual candidato sair vitorioso nas urnas em outubro.

Atrativos

Plano. O comando da campanha da presidente Dilma Rousseff quer evitar novas surpresas e fez um aceno aos cinco partidos da base que vão fazer convenções nos próximos dias. Eles receberam o recado de que, se reeleita, Dilma dará mais voz a essas legendas ressuscitando o Conselho Político.

Barco. O órgão, formado por siglas aliadas, havia sido criado por Lula e foi desativado pela sucessora. Um primeiro sinal da presidente é que ela decidiu participar das convenções dos aliados nesta semana.

Expectativa. O comando petista avalia que todos vão continuar com Dilma, mas alguns casos demandam mais atenção, em especial o PSD de Gilberto Kassab.

Homologação

Primeiro. O PSTU foi o primeiro partido a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de candidatura à Presidência: com o número 16, Zé Maria tentará conquistar a cadeira do Planalto.

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