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Nomeação de antigo coordenador da TV Câmara acena para volta da emissora

Minassa foi o idealizador e coordenador da TV Câmara BH enquanto o contrato estava vigente no Legislativo

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PUBLICADO EM Mon Jan 21 03:00:11 BRST 2019

Nomeação de antigo coordenador da TV Câmara acena para volta da emissora

Uma nomeação feita pela presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Nely Aquino (PRTB), pode ter sido o pontapé inicial para a volta da TV Câmara no Legislativo da capital. Guilherme Brandão Minassa foi nomeado, na última semana, para o cargo de assistente técnico, mas sem ligação com chefias imediatas, apesar de estar lotado na Assessoria de Comunicação da Casa.

Minassa foi o idealizador e coordenador da TV Câmara BH enquanto o contrato estava vigente no Legislativo. Ele também participou da Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral). A conversa nos corredores da Câmara é que Guilherme Minassa retornou à Casa para tocar a volta do projeto, que é visto com bons olhos por Nely, que já acenou publicamente em relação a isso.

Entretanto, o ex-coordenador, que geriu contratos considerados exorbitantes por alguns vereadores, vai ter que adequar financeiramente o novo processo. O Contrato 102/2011, assinado pelo então presidente Léo Burguês, teve um custo mensal de R$ 219 mil para serviços de criação, produção, edição e finalização de telejornais, vinhetas e programas de televisão. O certamente foi vencido pela Estudiopró Áudio e Vídeo Ltda.–ME.

Já na gestão de Wellington Magalhães à frente da Casa, o contrato teve um aditivo que elevou o valor estimado para R$ 344 mil mensais com a mesma empresa que havia vencido a concorrência inicial, embora os últimos pagamentos para a empresa terem alcançados cerca de R$ 400 mil.

Apesar dos valores, quando o contrato não foi renovado pelo ex-presidente Henrique Braga (PSDB), alguns parlamentares reclamaram do fim do serviço, uma vez que usavam os materiais gravados pela TV para divulgação da atividade parlamentar nas respectivas áreas de atuação, o que mostrava a presença deles e “o trabalho para a cidade”, disse uma fonte que pediu anonimato. O interlocutor complementou que o serviço era essencial para aqueles parlamentares que usam bastante as redes sociais.

Henrique Braga, inclusive, é um crítico ferrenho à TV Câmara. No dia da posse de Nely Aquino como presidente, o tucano usou a palavra na tribuna para criticar a iniciativa e disse que “economizou o dinheiro de um projeto a que ninguém assiste e que custava muito para a Casa”.

Um dos vereadores mais adeptos às redes sociais na atual legislatura, Gabriel Azevedo (PHS) disse que a TV Câmara não é benéfica para a cidade.

“Sou totalmente contrário a volta de TV Câmara. Isso significa desperdício de dinheiro. Aliás, essa foi uma conquista de gestão do presidente Henrique Braga. Basta utilizar o canal do YouTube fazendo transmissão. Não precisamos de um canal de TV que não tem nenhuma audiência e torra dinheiro do povo”, disparou o parlamentar. A presidente da Câmara, Nely Aquino, foi procurada pelo Aparte. No entanto, desde a sexta-feira o telefone dela está na caixa postal.

Servidor exonerado

A Secretaria de Cultura do Estado exonerou Túlio César Cunha e Conceição de cargo comissionado na Diretoria de Convênios e Prestação de Contas da pasta. A exoneração foi publicada no último sábado, no Diário Oficial “Minas Gerais”.

A Controladoria Geral do Estado (CGE) abriu processo administrativo para apurar possível caso de nepotismo. Segundo denúncia recebida pela CGE e mostrada pelo Aparte, Túlio César seria sobrinho da servidora efetiva Amaurê Maria Conceição Klausing, que também trabalha na Secretaria de Cultura. Se fosse confirmado o parentesco entre os dois, estaria configurado nepotismo.

Marcação cerrada

FOTO: WALTERSON ROSA/ESTADÃO CONTEÚDO - 9.1.2019

Deputados do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, já escolheram seus adversários diretos para, como se diz no futebol, fazer uma marcação homem a homem. O principal alvo é o PT, partido que tem a maior bancada eleita da Casa, com 56 deputados. O PSL, segunda maior bancada, elegeu 52 deputados, mas prevê crescimento com a migração de parlamentares de outras legendas. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), eleita deputada federal para a próxima legislatura, é alvo de disputa entre os antagonistas. Há ao menos três bolsonaristas que querem marcá-la: os conterrâneos Joice Hasselmann (paranaense eleita por São Paulo) e Filipe Barros (PR), além de Carla Zambelli (SP).

“Temos uma pré-divisão, sim, uma cota pessoal. A gente meio que está dividindo os nomes da oposição com os nossos nomes de cá de enfrentamento”, explica Hasselmann (Foto). A maneira como farão este enfrentamento ainda não foi definida pelos parlamentares do PSL. Alguns deles sabem que a tática, porém, pode acabar atrapalhando o governo. Até o ano passado, governistas preferiam se abster diante dos disparos da oposição para não alongar as sessões.

Doria veta rosto coberto

Manifestantes que cobrirem o rosto, como costumam fazer os chamados black blocs, poderão ser levados para a delegacia, segundo decreto publicado no último sábado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Segundo o governo paulista, a medida visa “coibir as ações de vândalos que se infiltram em protestos”.

Ao regulamentar lei aprovada pela Assembleia Legislativa em agosto de 2014, um ano após os protestos contra o aumento do preço das tarifas do transporte público de junho de 2013 e após violentos atos contra a Copa do Mundo, o tucano também estabelece que os organizadores de atos públicos avisem as autoridades com cinco dias de antecedência e negociem o trajeto com a Polícia Militar (PM), caso pretendam reunir mais de 300 pessoas. O artigo 5º do decreto lembra que a Constituição brasileira permite a “manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. Por isso, diz que policiais poderão pedir a identificação de manifestantes que estiverem com máscaras ou “qualquer outro paramento que possa ocultar o rosto”.

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