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Ditadura

Comissão da Verdade quer demissão de diretor da Abin

Filho de Rubens Paiva revelou o parentesco do agente

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Wadih Damous
Wadih Damous quer que a Abin demita o diretor Ronaldo Belham
PUBLICADO EM 10/06/13 - 03h00

Rio de Janeiro. O presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro e da Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, quer que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) demita o seu diretor adjunto, Ronaldo Martins Belham. Motivo: Belham é filho do general da reserva José Antonio Nogueira Belham, que chefiou o DOI-Codi do Rio de Janeiro na época em que ex-deputado-federal Rubens Paiva foi assassinado, em 1971, após ter sido preso no Rio.


Para Damous, que é ex-presidente da OAB no Estado, o fato do diretor adjunto da Abin ser filho de um general que chefiou o DOI-Codi torna “no mínimo inconveniente” a sua permanência no cargo, na medida em que a atuação das Forças Armadas naquele período está sob investigação, e Ronaldo Belham poderia atuar, na Abin, no sentido de filtrar ou impedir que venham a público informações contrárias aos interesses do pai.


“Ainda que ele nada tenha a ver com os episódios, hoje sob investigação, de torturas e desaparecimentos ocorridos à época da ditadura, a sua suspeição é evidente pelas funções que exerce atualmente”, diz Damous, em nota divulgada, ontem, pela OAB.


O parentesco entre o atual diretor adjunto da Abin e o general da reserva foi noticiado ontem, quando foi divulgada uma entrevista de Marcelo Rubens Paiva, filho de Rubens Paiva.

“Como, numa posição de destaque da Abin, ele vai facilitar a revelação de informações secretas que comprometam o pai?”, declarou Marcelo ao “Correio Braziliense”.


Já são 44 casos de `suicidados´

Brasília. A Comissão da Verdade identificou 44 casos de opositores “suicidados” pela ditadura. Isso significa que, apesar das certidões de óbito apontarem como causa o suicídio, os militantes foram assassinados pelo regime militar e tiveram registros fraudados.

Os laudos necroscópicos e outros registros, como fotografias, serão analisados com auxílio das novas tecnologias.

 

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