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Muito prazer, eu sou Mateus Simões!

Vamos permanecer atentos para garantir avanços

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Mateus Simões
PUBLICADO EM 21/01/19 - 03h40

Recebi com satisfação, nos últimos dias, o convite para assumir uma coluna semanal em O TEMPO, jornal do qual sou leitor e assinante já há vários anos. A alegria de receber o convite, no entanto, não é por mera vaidade, mas por significar o atendimento de um dos meus objetivos centrais de quando ingressei na vida pública: contagiar mais pessoas com o incômodo que tenho em relação à realidade política. A ideia é atrair pessoas para que não apenas se interessem, mas participem; é diluir a angústia, raiva e tristeza que o ambiente político continua representando para mim, ao dividir com mais pessoas as minhas críticas e os espaços de luz que percebo estarem em franco alargamento.

Fui eleito vereador em BH, em 2016, pelo Novo, com o objetivo de “passar raiva em quem me passa raiva”, como gosto de brincar. E desde o primeiro momento usei essa oportunidade para denunciar absurdos e renunciar a privilégios, pois tenho certeza de que o acompanhamento efetivo dos eleitores é a única forma de garantir a mudança dessa política adoecida em que o governo existe para atender aos políticos, às custas da população. Conhecido na Câmara por dizer que “não fui eleito para fazer amigos”, sigo à risca essa filosofia e continuo não me importando se as denúncias que faço incomodam os instalados no poder. É bom que eles se incomodem, pois gente confortável demais no poder raramente é capaz de realizar algum bem que não a si mesmo.

Em vez de abandonar as minhas carreiras de advogado e professor, continuo trabalhando. Acredito que mandato eletivo não é profissão e que a obrigação de comparecer na Câmara três horas por dia, 14 dias no mês, não deveria me afastar de minhas atividades. Afinal, quem vive de política, em algum momento, pode precisar ganhar uma eleição – e quem precisa ganhar uma eleição por motivos seus, nunca deveria ser eleito.

Ano passado, assumi a coordenação política da campanha do governador Romeu Zema e, com a sua vitória, passei a coordenador da transição, com a incumbência de garantir um diagnóstico que permitisse ao governo novo entender o tamanho do estrago feito pelo governo do PT em Minas.

Agora, volto à Câmara para continuar o meu trabalho em BH, porque ainda há muito a ser feito por aqui. Continuamos sendo a capital que mais empobreceu em todo o Sul e Sudeste; nossas empresas continuam fechando ou fugindo; nossos jovens talentos querem ir para São Paulo, para os EUA, mas não querem ficar aqui. Nossa cidade está feia, suja, pobre e perigosa… Apesar disso, volto feliz com a oportunidade de colaborar com a mudança dessa realidade, alegria completada pela possibilidade de escrever semanalmente para os leitores de O TEMPO.

Tenho todos os motivos para ser mal humorado com a política e os políticos, mas não tenho razões para desesperança. Ao contrário: um novo jeito de fazer política se anuncia e já dá as primeiras mostras reais de que os tempos podem ser outros. Vamos permanecer atentos para garantir avanços, em vez de retrocessos.

Uma vez por semana, então, estarei nesse espaço para dividir com você minhas angústias, mas também meu entusiasmo com as mudanças, pois a companhia dos leitores certamente fará com que seja mais fácil carregar os problemas, ao mesmo tempo que mais prazeroso comemorar os avanços. Cumpro, assim, um dos meus principais objetivos ao entrar na vida pública: fazer com que mais pessoas se importem.

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