Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Na mira da PF

Duas grandes redes de supermercados de MG também são alvos de operação

As empresas teriam contribuído no esquema de pagamento de propinas em mais de R$ 22 milhões a agentes públicos e políticos

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Polícia Federal
PUBLICADO EM 09/11/18 - 09h16

A Polícia Federal e a Receita Federal, no desenrolar da operação Capitu, um dos braços da Lava Jato, deflagrada em Minas Gerais na manhã desta sexta-feira (9), também investiga duas grandes redes de supermercados de Minas Gerais.

Agentes federais estão neste momento no centro de distribuição de uma das varejistas em Contagem, na região metropolitana. As empresas teriam contribuído no esquema de pagamento de propina estimado em mais de R$ 22 milhões a agentes públicos e políticos. Na mesma operação, o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (MDB) foi preso na manhã desta sexta-feira em Vazante, na região Noroeste de Minas.

O deputado estadual reeleito pelo MDB, João Magalhães, também foi preso acusado de participação no esquema.

A operacionalização do esquema, segundo informações da Polícia Federal, teria envolvido agentes públicos, políticos e partidos políticos, além da JBS, duas grandes redes de supermercados de Minas Gerais e escritórios de advocacia.

As redes de supermercados são investigadas por doações irregulares. Devido ao grande movimento de dinheiro em espécie, as empresas teriam utilizado do fluxo para dar ar de licitude a valores doados a partidos e políticos, no período de agosto de 2014 a fevereiro de 2015.

O dinheiro, segundo a Polícia Federal, seria repassado pelas redes varejistas aos partidos e políticos por meio da simulação de recebimento de duplicatas pelas empresas e pela transferência financeira a seis escritórios de advocacia por serviços, supostamente não realizados, acobertados por contratos simulados e notas fiscais de tais escritórios. Com o desenrolar das investigações, foi descoberto ainda um esquema de pagamento de vantagens indevidas a altos dirigentes do Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Mapa) por parte da rede do ramo alimentício, com a produção de legislação e atos normativos que beneficiavam a essa grande empresa.

O atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, chefiou a pasta no governo Dilma Rousseff (PT) entre 2013 e 2014.

Já o deputado estadual João Magalhães já havia sido citado na operação após a descoberta de um áudio da delação da JBS que veio à tona em setembro de 2017. Nele, o deputado cobrava de Ricardo Saud cerca de R$ 4 milhões que lhe teriam sido prometidos em propina. Pecuarista e agricultor, Magalhães foi deputado federal por cinco mandados consecutivos.

Com 26 mandados sendo cumpridos somente em Belo Horizonte, a Polícia Federal está nas ruas da capital desde às 6h. Estão sendo cumpridos 63 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão em cinco estados e no Distrito Federal.

Ao todo, são cumpridos mandados em 14 cidades, entre as quais Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima, Uberaba, São Paulo, João Pessoa, Rio de Janeiro e Araraquara.

O que achou deste artigo?
Fechar

Na mira da PF

Duas grandes redes de supermercados de MG também são alvos de operação
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

Comentários (47)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter