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Comunicação

Enteado de Duda Mendonça é cotado para governo Zema

Cotado para o cargo seria indicado de Leandro Grôppo e atuou para o Novo no segundo turno; publicitário baiano já trabalhou na campanha de Hélio Costa e Patrus

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André Cabral Waxman
O TEMPO informou que André Cabral Waxman teria sido indicado para a comunicação do Estado e pretenderia emplacar a Agência Solis, de Uberaba, como parceira na publicidade do governo
PUBLICADO EM 11/01/19 - 03h00

Embora o nome de quem vai comandar a Comunicação no governo de Romeu Zema (Novo) ainda não tenha sido anunciado oficialmente, a figura do publicitário, jornalista, especialista em marketing político e comunicação institucional André Cabral Waxman ganha força nos bastidores e está sendo fortemente cogitada para assumir a função na gestão do Partido Novo à frente de Minas.

O jornalista é filho de Aline Waxman Mendonça, atual mulher de Duda Mendonça, marqueteiro ligado ao ex-presidente Lula e citado no escândalo do mensalão. André, inclusive, trabalhou muitos anos na empresa da mãe, a Duda Propaganda. Em 2010, ele atuou na comunicação da campanha de Hélio Costa (MDB) e Patrus Ananias (PT) ao governo de Minas.



Caso seja realmente confirmado como chefe da comunicação de Zema, o fato não será surpreendente. André já é conhecido da cúpula do Partido Novo. No segundo turno da eleição do ano passado, ele prestou serviço para a vitoriosa campanha de Zema ao Palácio da Liberdade, tendo sido indicado pelo consultor político Leandro Grôppo, que chefiou o marketing durante o pleito. Especula-se que a chegada de André tenha se dado por indicação de Grôppo. Ambos coordenaram, também, as redes sociais do atual governador e foram responsáveis pelas propagandas de Zema.

Grôppo, no entanto, nega a informação: “Se ele vier a assumir, é o governador quem está indicando, eu não indico ninguém, não tenho influência nisso. O André é um excelente profissional, não precisa de recomendação. Não procede a informação que ele esteja sendo indicado por mim. O governador é quem escolhe quem fará parte do governo”, argumentou.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do governo de Minas não negou a informação e limitou-se a dizer que “as definições dos gestores que assumirão as diversas funções do governo estão em curso”.

Articulação. Conforme apuração da reportagem, Leandro Grôppo teria interesse em ser consultor de marketing no governo de Romeu Zema e, para isso, espera conseguir emplacar a Agência Solis, cujos sócios são Fábio Lacerda e Tiago Oliveira e está sediada em Uberaba, no Triângulo Mineiro, como parceira na publicidade do governo.

Especula-se, inclusive, que a empresa já estaria se instalando às pressas em um imóvel localizado à avenida Raja Gabáglia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A intenção é que a Agência Solis, com o apoio de Grôppo, garanta uma das contas de publicidade do Estado.

Questionado, o consultor político negou que esteja participando de alguma articulação da atual gestão do Executivo mineiro. “Desconheço essa agência. Sei que são do Triângulo Mineiro, mas nunca tive nenhuma relação com eles”, disse.

Leandro Grôppo ressaltou que mantém uma relação de amizade com Romeu Zema, mas enfatizou que o vínculo profissional se encerrou ao fim da disputa eleitoral. “Não participo de governo nenhum. Sou consultor, não tenho partido e não trabalho em governo”, finalizou.

Estratégico, Grôppo acumulou polêmicas na campanha

Decisão. A estratégia de atrelar a imagem de Romeu Zema à do então candidato Jair Bolsonaro, decisiva na reta final, teria sido de Leandro Grôppo. É o que dizem pessoas que acompanharam de perto a campanha do Partido Novo. O fato causou polêmica nos bastidores do Novo, e Zema foi acusado de infidelidade partidária, já que João Amoêdo ainda participava da disputa. A relação com o então colega de partido chegou a ficar tensa. Grôppo, que tinha carta branca, também teria pedido a Zema que ele fosse votar com a camisa da seleção brasileira no primeiro turno, estampando o tradicional verde e amarelo muito ligado à campanha bolsonarista.

Passado. Grôppo atuou por muitos anos em um cargo político no gabinete do então vice-presidente José Alencar, no governo Lula, que tinha justamente Duda Mendonça como marqueteiro.

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