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Foto com Doria 'é bobagem'

Sergio Moro minimizou as críticas por ter posado ao lado do ex-prefeito de São Paulo e presidenciável

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Participação. Em sua terceira ida aos Estados Unidos neste ano, juiz federal Sergio Moro recebeu o prêmio de “Personalidade do Ano”
PUBLICADO EM 17/05/18 - 03h00

Nova York, EUA. O juiz Sergio Moro minimizou, na manhã desta quarta-feira (16), as críticas que sofreu nas redes sociais por ter posado em uma foto ao lado de João Doria, ex-prefeito e pré-candidato tucano ao governo de São Paulo. O registro com Doria foi tirado na noite de terça-feira, quando Moro recebeu o prêmio de “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, no Museu de Historia Natural em Nova York.

“São circunstâncias diferentes, estar em um evento do social e tirar uma foto, não significa nada, acho uma bobagem isso”, disse Moro, ao ser questionado sobre a foto, uma vez que ele já havia dito no passado que se arrependeu de ter tirado uma foto com o também tucano Aécio Neves, senador por Minas.

“Não me arrependo nem um minuto de aceitar esses convites”, afirmou, lembrando que não tem uma relação pessoal com Doria. Em Nova York, Moro participou de encontros organizados por bancos, centros de estudos e grupos empresariais, como o Lide, ligado a Doria. No fim de semana, ainda segue para uma palestra na Universidade Notre Dame, em Indiana. Essa é sua terceira viagem ao país neste ano. 

Mas há os que veem partidarismo em suas decisões, como as dezenas de manifestantes que se juntaram na porta do museu debaixo de chuva para cantar “Moro salafrário, juiz partidário” e chamar de golpistas os convidados do jantar de gala em homenagem ao juiz de Curitiba. 

Moro, em seu discurso, tentou desfazer qualquer impressão de perseguição a um partido específico dizendo que somos todos seres humanos, com nossas virtudes e nossas falhas, e a corrupção pode afetar alguém de qualquer espectro político, acrescentando que houve políticos de várias siglas condenados na operação Lava Jato. 

O juiz também insistiu que sua participação em eventos de negócios tem a ver com o fato de a corrupção não ser restrita a agentes do governo e que empresas têm um papel no combate a desvios de conduta em todo o poder público. 

Na sequência, Moro defendeu a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, dizendo que isso não fere o princípio de presunção de inocência, e elogiou “votos belíssimos de uma série de ministros do Supremo”. 

Sua intimidade com os Estados Unidos, onde disse que a presunção de inocência é um princípio inabalável, é tanta que disse que pessoas perguntam se ele é agente da CIA, o serviço de inteligência do país. Seguido por câmeras de TV, Moro deixou o local para outro compromisso.

Brincadeira com gravata vermelha

Dúvida. No dia seguinte a jantar em que foi chamado de “herói nacional” por João Doria, Sergio Moro acordou com uma dúvida sobre qual gravata usaria num evento organizado em Nova York pelo grupo do candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes. “Tinha uma gravata vermelha e uma gravata azul, isso pode ter diferentes sentidos”, disse Moro. “A vermelha poderia significar Partido Republicano ou Partido dos Trabalhadores. A azul poderia ser o PSDB ou até o Partido Democrata.” Ele optou por usar a vermelha.

Impeachment. Em discurso na terça-feira (15), em Nova York, Sergio Moro afirmou que, “apesar de dois impeachments presidenciais e um ex-presidente preso, não houve e não há sinais de rupturas democráticas no Brasil”, referindo-se aos ex-presidentes Fernando Collor, cassado em 1992, e Dilma Rousseff, cassada em 2016, e Lula, preso no dia 7 de abril deste ano. Moro afirmou que não existe risco à democracia no Brasil, pois as instituições estão fortes e operando, “e políticos foram responsabilizados por crimes cometidos”.

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