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Críticas

Líder do PT diz que Moro foi 'cabo eleitoral' de Bolsonaro

Paulo Pimenta considerou 'de uma gravidade espantosa', declaração do vice presidente eleito de que o juiz foi sondado para ser ministro ainda durante a campanha eleitoral

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Líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta criticou o fato de Sergio Moro ter sido convidado durante a campanha para ser ministro
PUBLICADO EM 01/11/18 - 10h08

O deputado federal Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara, usou sua conta no Twitter, nesta quinta-feira, para dizer que o juiz Sérgio Moro, cotado para assumir o Ministério da Justiça, “atuou na campanha como o cabo eleitoral”. O parlamentar considerou “de uma gravidade espantosa” a revelação do general Hamilton Mourão, vice do presidente eleito Jair Bolsonaro, de que o magistrado foi sondado, ainda durante a corrida eleitoral, para ocupar a pasta no futuro governo.

“General Mourão confessou que Sérgio Moro durante a campanha já sabia que seria convidado para ser ministro se Jair Bolsonaro fosse eleito. Ele revelou detalhes desta relação sórdida entre o verdugo do principal candidato e o eleito. Moro atuou na campanha como cabo eleitoral”, escreveu Paulo Pimenta.

“É de uma gravidade espantosa a revelação de Mourão. É prova testemunhal da relação criminosa e perversa entre a Lava Jato e Bolsonaro. Quando Moro vazou a delação de Palocci, já sabia que se Jair Bolsonaro fosse eleito ele seria ministro”, acrescentou o deputado petista em outra postagem.

Paulo Pimenta referiu-se ao fato de Sergio Moro ter tirado o sigilo de trechos da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci a seis dias do encerramento do primeiro turno das eleições. Em uma de suas falas, o ex-aliado pestista diz que o ex-presidente Lula, preso em Curitiba, sabia do esquema de corrupção na Petrobras.

“Agora fica mais fácil de entender a implacável perseguição da Lava Jato contra Lula, o desespero de Moro para que o Habeas Corpus para soltar Lula não fosse cumprido, e a decisão para que Lula permanecesse isolado durante a campanha, sem nenhum contato com a imprensa”, comentou em outro post o deputado, ao se referir a um despacho, em julho, do juiz plantonista Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, determinado a soltura de Lula. À época, Moro desautorizou o magistrado e manteve o ex-presidente preso.

O líder do PT na Câmara dos Deputados criticou também a possibillidade de o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que atua na força-tarefa da operação Lava Jato, compor a equipe de Sergio Moro, caso o juiz aceite o convite do presidente eleito.

“Não menos grave é a informação de que o procurador Carlos Fernando, um dos Golden Boys da Lava Jato, não só fará parte de uma eventual equipe de Moro, como durante a campanha já sabia havia sido contatado e informado desta possibilidade caso Jair Bolsonaro fosse eleito”, escreveu Paulo Pimenta.

A reportagem tentou contato com a assessoria do juiz Sergio Moro em Curitiba, mas não não conseguiu contato.

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