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Política

'O nosso partido é radical, não em sentido pejorativo', diz pré-candidata

Vera Lúcia Salgado, pré-candidata à Presidência da República pelo PSTU

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PUBLICADO EM 19/05/18 - 03h00

Em entrevista ao programa Café com Política, da rádio Super Notícia FM, a pré-candidata à Presidência afirma que sua legenda se difere das outras, como PT e PSOL, porque não acredita que o sistema capitalista seja capaz de resolver o problema dos trabalhadores.

O PSTU é tido como um partido radical de esquerda, e estamos em um momento em que o país está bastante dividido. Seu partido ainda se posiciona dessa forma?

O nosso partido é radical, não em sentido pejorativo, mas no sentido de que a palavra radical vem da palavra raiz, e nós queremos resolver os problemas da nossa classe, a partir das suas causas. O nosso programa, quando nós apresentamos, levamos em consideração que não queremos um paliativo para os problemas que nos afligem no dia a dia, mas resolver esses problemas que afetam nossa classe, que nos trazem sofrimento. Então, por essa razão, apresentamos um programa que considera essa realidade e uma saída de acordo com essas necessidades. E, nesse aspecto, nós somos radicais e, por isso, não somos de centro. Somos de uma esquerda que não está distante da realidade. Somos um partido que está centrado no seio da classe operária e dos trabalhadores mais pobres deste país.

De que forma o PSTU se diferencia de partidos como o PT e o PSOL?

A diferença do PSTU com o PT e o PSOL é que entendemos que a saída para os problemas da classe trabalhadora brasileira não se dá nos marcos do sistema capitalista. Porque o sistema capitalista é baseado na economia de mercado. É assentado na propriedade privada dos meios de produção, daqueles que são proprietários das indústrias, dos comércios, da terra, dos bancos e no trabalho assalariado. Que, por sua vez, é cada vez menor e mais precarizado. Essa é a lógica do sistema capitalista e se expressa na realidade de hoje. De um lado, você tem a concentração de riqueza para um punhado de ricos, cada vez menor e cada vez mais rico. De outro, uma gama de trabalhadores com trabalho arrochado ou na miséria. A saída para nossa classe não se dá por esse sistema, não basta fazer uma reforma em uma casa podre. E, nas eleições, para dizer aos trabalhadores que enfrentem a crise econômica, política e social, nós precisamos nos rebelar de forma organizada, e só os trabalhadores organizados, que produzem a riqueza desse país e que estão aqui embaixo, podem derrubar os de cima.

Qual sua proposta para diminuir essa desigualdade?

Os programas sociais não resolvem, são paliativos, nós queremos resolver na sua raiz. Uma das primeiras medidas é que boa parte de tudo que o governo recebe é destinado ao pagamento da dívida pública. Isso hoje consome quase 50% do Orçamento da União. A primeira medida é não pagar a dívida pública. Aí vão dizer que vamos criar problemas com os banqueiros. Qual é o problema? Eles não vão morrer por falta de assistência à saúde se nós não pagamos a dívida pública, mas morre muita gente por falta de saúde. Temos mais de 6 milhões de pessoas que não têm um teto, pois a prioridade do governo é pagar a dívida pública.

Qual sua avaliação sobre a reforma trabalhista?

Ela foi uma das medidas que o governo e o Congresso tomaram para tirar os capitalistas de sua crise, da mesma forma que a lei da terceirização, que é a precarização do trabalho. As condições da classe trabalhadora hoje, com a reforma trabalhista, vão ser remetidas à primeira metade do século XX. Mais de 70% da riqueza fica concentrada em pouco mais de 500 empresas, isso é inadmissível, não estamos falando do pequeno negócio, mas dos grandes empresários, que sugam tudo.

Qual seu posicionamento em relação à reforma da Previdência, que, segundo o governo, é para tampar o rombo nas contas públicas, Você é a favor de uma reforma da forma que está sendo apresentada ou tem uma forma diferente de enxergar a organização das contas públicas?

Essa reforma é inadmissível, porque a Previdência não é deficitária, é superavitária. O problema é que parte dos recursos da Previdência são desviados para pagar a dívida pública, e, em nome disso, mata, por falta de assistência, a juventude, que é levada para os braços do crime e morre. Então, tudo isso é resultado dessa política. 

Qual sua proposta para reduzir a taxa de desemprego no país?

Uma das medidas seria reduzir a jornada de trabalho para colocar outras pessoas no mercado. Outra medida é não pagar a dívida pública.

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