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Operação Capitu

Propina da JBS teria pago indicação de Andrade a chapa de Pimentel

Empresa de Joesley Batista teria repassado parte do valor para garantir nome do político do MDB como vice candidato em Minas

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Crítica. Presidente estadual do PMDB, Antônio Andrade, chamou a aliança do prefeito Marcio Lacerda com o PT e o PSDB de
Antônio Andrade admite que há um esforço para trazer petistas rejeitados
PUBLICADO EM 09/11/18 - 16h21

Além de comprar votos para eleição de Eduardo Cunha (MDB) à presidência da Câmara dos Deputados, as propinas de R$ 30 milhões do grupo JBS também teriam garantido a indicação de Antônio Andrade como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Fernando Pimentel (PT) em 2014.

Segundo as investigações da Polícia Federal, parte desse recurso foi repassada para os candidatos a deputado do MDB de Minas, como forma de garantir a aprovação do partido ao nome de Andrade para compor a chapa com o petista. "O então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), intermediário da suposta empreitada criminosa, também teria pedido a Joesley Batista e Ricardo Saud a importância de R$ 30 milhões para que fossem destinados ao financiamento de campanha de deputados estaduais e federais do PMDB, que indicaram Antônio Andrade como vice para compor a chapa da eleição de Fernando Pimentel a governador do Estado de Minas Gerais", diz  o trecho do pedido de prisão apresentado pelo Polícia Federal à desembargadora Mônica Sifuentes. 

O documento, que O TEMPO teve acesso com exclusividade, explica que esse repasse foi operacionalizado por Lúcio Funaro, sob orientação de Antônio Andrade. Essa propina seria uma das compensações das ações de Andrade em favor do grupo JBS quando foi ministro da Agricultura do governo Dilma Rousseff (PT), em 2013.

Parte desse dinheiro chegou até os deputados federais por meio de doações de duas redes de supermercado de Minas Gerais, que teriam contribuído na lavagem do dinheiro de origem de propina. Segundo a investigação, eles teriam o repassado parte dos valores ilícitos em dinheiro vivo e também em contribuições oficiais de campanha aos deputados do MDB. Em 2014, as doações de campanha das duas empresas totalizaram R$ 8,5 milhões.
Nas eleições de 2014, o PMDB elegeu seis deputados federais, sendo eles: , Laudívio Carvalho (PMDB),  Rodrigo Pacheco (PMDB), Newton Cardoso Jr (PMDB).

Mauro Lopes (PMDB) e Leonardo Quintão (PMDB) e Saraiva Felipe (PMDB). Nenhum deles é citado nominalmente no inquérito da Polícia Federal. A chapa do governador Fernando Pimentel (PT) com Antônio Andrade de vice foi eleita ainda no primeiro turno, com 52,98% dos votos.

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