Recuperar Senha
Fechar
Entrar

Política

Sindicato vai à Justiça por benefícios dados por Zema às categorias

A ação civil pública pede a isonomia por parte do governador no pagamento de salário dos servidores do Estado

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Romeu Zema, do Novo
PUBLICADO EM 11/01/19 - 19h10

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) entrou com uma ação civil pública no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) pedindo a isonomia por parte do governador Romeu Zema (Novo) no pagamento de salário dos servidores do Estado. De acordo com o cronograma divulgado pelo governo, as categorias da saúde e da segurança pública receberão um valor maior dos vencimentos em relação aos demais servidores da administração pública. 

"Não há o que justifique ele fazer uma política discriminando alguns setores do funcionalismo, como a educação", disse a presidente do SindUTE, Beatriz Cerqueira. 

Nesta sexta-feira (11), o governo antecipou a parcela do salário das duas categorias, que já haviam sido beneficiadas em um primeiro momento. Com o novo cronograma, os servidores da saúde e segurança pública terão R$ 1.000 somados ao valor da primeira parcela do salário, a ser paga no dia 14 de janeiro. Enquanto os servidores dessas áreas receberão até R$ 3.000 na primeira parcela, os funcionários dos outros setores continuam com pagamento limitado a R$ 2.000.

Apesar da ação do SindUTE ter sido protocolada ontem, Beatriz Cerqueira diz que a antecipação é uma continuidade da diferenciação. "É um erro que ele está cometendo, escolhendo quem pagar primeiro. Todos são importantes. Todos trabalharam e tem o mesmo direito de receberem o salário. No caso da educação tem um agravante: nós temos recursos vinculados (manutenção e desenvolvimento do ensino e cota salário educação). Se a categoria só vai receber o salário integral no dia 28, ou seja, no final do mês, onde está este recurso que é vinculado e obrigatoriamente tem que ser investido em educação?", questionou a presidente do sindicato.

Críticas

Beatriz Cerqueira criticou o início de gestão de Romeu Zema frente ao Estado. "Até agora o Governador Romeu Zema falou de medidas que nos prejudicam: renegociação da dívida com a União (com contrapartida na vida dos servidores); reforma da previdência; redução de salários. E não conversou com o funcionalismo. Nem durante a transição nem após ter assumido. O sindicato já solicitou reunião tanto com o governador quanto com a Secretaria de Educação. O governador substituiu reunião com os sindicatos do funcionalismo pelo Twitter. Não foi um bom começo", declarou.

Judicialização

Essa é a segunda ação judicial movida contra o governo Romeu Zema. Entretanto, o primeiro pedido, feito nesta semana pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindipol-MG), pedia que a atual gestão realizasse o pagamento do 13º salário à categoria dos policiais civis do Estado. Até o momento, o desembargador Caetano Levi não se manifestou sobre o requerimento liminar da categoria. 

O que achou deste artigo?
Fechar

Salários

Sindicato vai à Justiça por benefícios dados por Zema às categorias
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório

Comentários (17)

Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter