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Entrevista

‘Temos candidatos demagogos falando o que não podem fazer’

O vereador Jair di Gregório disse ser contra o corte excessivo de gastos, como defendem alguns adversários

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PUBLICADO EM 07/12/18 - 03h00

Jair di Gregório

Vereador de Belo Horizonte pelo PP

Em entrevista ao Café com Política, da rádio Super Notícia 91,7 FM, o candidato à presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte expôs algumas de suas propostas, mas disse ser contra o corte excessivo de gastos, como defendem alguns adversários.

Vereador, por que disputar a presidência da Câmara Municipal de Belo Horizonte?

Porque fazemos parte de um grupo de vereadores que está tentando chegar a um consenso interno para fazer a Mesa Diretora da Casa. E nós somos alguns candidatos que compõem a base do governo Alexandre Kalil e também a bancada cristã na Câmara. Eu me coloquei como candidato a presidente por acreditar em uma evolução do trabalho dentro da Câmara Municipal. Tenho algumas propostas de trabalho e acho que posso contribuir muito na sequência do atual presidente Henrique Braga.

Está sendo uma disputa muito acirrada, com pelo menos 11 candidatos. Por que o senhor acha que a presidência da Câmara Municipal está tão concorrida?

Primeiro porque houve uma renovação muito grande nesse mandato de 2017. Nós tivemos uma renovação de mais de 50% da Câmara Municipal, e entraram alguns vereadores com ideias novas, com sangue novo, com vontade de mostrar trabalho para a cidade de Belo Horizonte. Eu, por exemplo, preparei cinco propostas para começar um trabalho de campanha interna com meus colegas e poderia já falar delas aqui rapidamente. A criação de um gabinete interativo para melhorar a comunicação com a população, que é o gabinete itinerante da Câmara Municipal, a Câmara Itinerante. Acho muito importante irmos até o povo, até os problemas da cidade. A defesa do desenvolvimento da cidade, por meio do incentivo de novas obras, descentralizando o município de Belo Horizonte. A promoção da segurança pública e da educação, com ênfase na Escola sem Partido. Retorno da TV Câmara para incentivar a participação popular. E uma Câmara Municipal mais participativa, eficiente e transparente. Acho que, como são vários candidatos, são várias ideias. A gente percebe, quando conversa com um e com outro que é candidato a presidente, ouve coisas novas. Então, acho legal isso. Acho que podemos, de repente, fazer uma evolução de trabalho, porque o trabalho do Henrique Braga é muito bom, deu uma transparência à Casa. A gente vê que ele fez muito pela Casa na visibilidade aí fora, junto à população, e nós podemos melhorar isso, evoluir com algumas propostas mais diretas.

O senhor é base do prefeito Alexandre Kalil. Se eleito presidente da Câmara, que tipo de relação pretende manter com o Executivo?

Eu acho que a relação com o Executivo tem de ser a melhor possível, até para que a cidade continue ganhando, continue caminhando e acontecendo, de fato, aquilo que precisa acontecer no dia a dia. Kalil é um prefeito que tem diálogo com os vereadores. Ele recebe os vereadores. O vereador liga para ele pessoalmente: “Olha, prefeito, preciso falar com o senhor amanhã”. “Então, você vem aqui amanhã às 10h, às 11h”. A gente tem uma interlocução muito boa com o prefeito Alexandre Kalil. E nos projetos benéficos para a cidade, a gente atua, independentemente de ser base ou não. Agora, se tiver algum projeto que venha de encontro às nossas ideologias principalmente, vamos estar sempre dialogando e, se for o caso, até caminhar contra, sim. Por que não?

O senhor fala na criação da Câmara Itinerante para que as pessoas tenham mais acesso ao trabalho dos vereadores. Qual a importância da população na atuação dos parlamentares?

A importância de termos a população, o belo-horizontino ali conosco nas ações, é algo fundamental para nós vereadores. A Câmara Itinerante vai nos dar a oportunidade de ir até nosso povo e colher as demandas, por meio de uma audiência pública, por exemplo. Eu venho atuando muito junto da região do Tupi-Mirante, do Novo Lajedo, e digo para vocês que, se eu marcar uma audiência pública na Câmara, eu terei um número de pessoas. Mas, se eu fosse com a Câmara Itinerante lá dentro da região do Tupi, eu entupiria de pessoas qualquer espaço para se discutir grandes problemas e muitos problemas da região. 

Aproveitando para falar ainda da questão da Câmara Municipal e da dinâmica interna da Casa, alguns outros candidatos que ouvimos aqui defenderam, de maneira muito firme, redução de custos, de gastos no Legislativo. O senhor defende isso também ou acha que a Câmara já trabalha dentro de um limite razoável de eficiência financeira?

Nós não podemos ser demagogos. Vemos alguns candidatos demagogos, que falam algo que não podem fazer, ou que, se fizerem, vai acabar com o trabalho até do vereador na cidade. Eu acho que a redução de gastos tem que ser uma busca constante, para que seja feita uma boa administração. Eu defendo que, em alguns pontos, você tem como economizar. Em outros pontos, você pode gastar com responsabilidade, porque, para gastar o dinheiro público, você tem que ter responsabilidade. Aí alguém pode perguntar: “Mas, vereador, você defende a volta da TV Câmara”. Eu defendo, sim, a volta da TV Câmara. Ela é uma TV aberta, você sabe que em qualquer televisor a pessoa tem acesso à TV Câmara. E ela nos ajuda a mostrar para a população os projetos que estamos discutindo. Os vereadores são entrevistados para falar sobre os projetos, sobre as comissões de que participam. Eu, por exemplo, participo da Comissão de Transportes. Agora mesmo venho fazendo grandes ações pela cidade, inclusive apreensões de ônibus sem trocador, e gostaria de discutir mais isso na TV Câmara com a população, porque não é a todo momento que você pode sair do gabinete para discutir isso nas bases. Então, a TV Câmara nos dá essa interlocução muito boa com a população, até para que ela possa ver o trabalho do vereador, aquilo que está acontecendo no dia a dia, e acompanhar as sessões plenárias, porque, às vezes, para quem está dentro do plenário, aquilo é uma panela de pressão. Às vezes, você pode votar em um projeto “sim” ou “não”, ou até se abster do projeto, e a população não entende por quê. Mas, se ele estiver assistindo à sessão, vai entender o seu voto.

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