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Minas

Voto casado dá vantagem a quem está perdendo a disputa

Com partidos fracos, eleitor do Brasil escolhe a pessoa e, não, ideias

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Camargos lembra que Lulécio foi espontâneo
Com partidos fracos, eleitor do Brasil escolhe a pessoa e, não, ideias
PUBLICADO EM 14/08/10 - 23h23

Na esteira dos diversos movimentos de votos casados entre chapas de partidos adversários, os candidatos com desempenho pior nas pesquisas pegam carona e recebem um empurrão durante a campanha eleitoral.

O surgimento de apoios oficiais às composições alternativas como Dilmasia, Helécio, Pimentécio e Serrélio (veja quadro ao lado), de acordo o cientista político da PUC Malco Camargos, embora possa beneficiar mais os concorrentes atrás na corrida eleitoral, ainda não ganhou a força esperada por aqueles que os defendem. "O Lulécio aconteceu. O mineiro votou no Lula e Aécio nas eleições passadas. O Dilmasia ainda não mostrou sua força, já que quem está atrás, o Anastasia, teoricamente lucra mais", afirmou.

Ao analisar o Helécio, por exemplo, os especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que, mesmo estando à frente nas intenções de voto, Hélio Costa (PMDB) ainda se beneficia mais do que Aécio Neves (PSDB) na dobradinha sugerida pelo casamento da dupla. O principal motivo é a popularidade incontestável do ex-governador que já está cristalizada no Estado. A mesma justificativa é dada sobre a consequência de um eventual sucesso do Pimentécio entre os eleitores.

No caso do Dilmasia, o candidato à reeleição tucano já demonstrou que não recusa o casamento dos votos com a petista. Numa entrevista, Anastasia chegou a admitir que omitiu a imagem de Serra no material publicitário de campanha em respeito aos partidos aliados que apoiam Dilma. "Há partidos coligados a nós no Estado, mas que apoiam a candidata Dilma na esfera federal", afirmou.

Uma aceitação semelhante é compartilhada por peemedebistas ao Helécio, lançado na semana passada pelo presidente do PR mineiro, Clésio Andrade. A sugestão da dobradinha Hélio Costa e Aécio Neves, para o presidente do PMDB do Estado, Antônio Andrade, demonstra a intenção tácita do eleitorado de Minas. "É isso que o povo quer. Aécio como senador e Hélio governador", disse Andrade.

Um jogo partidário que poderá fazer pouco sentido aos eleitores. É o que afirma o cientista político da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Paulo Leal, que ainda acrescenta a importância da personalização em detrimento do conteúdo político. "A falta de compromisso dos partidos é muito grande. Isso fica claro com a falta de diálogo entre eles em todos os âmbitos".

Em 1982, Tancredo e Eliseu foram exemplos

Não é novidade em Minas movimentos em que são defendidos votos casados para partidos de diferentes coligações. Em 1982, Tancredo Neves e Eliseu Resende travaram uma disputa acirrada pelo governo do Estado. Na ocasião, foi defendido o chamado voto Camarão.

O fenômeno beneficiou Tancredo Neves, que foi eleito governador. No entanto, os eleitores optaram por dar a vitória aos candidatos ao Senado da chapa adversária, de Eliseu Resende.
Dessa forma, votava-se no corpo, mas cortava-se a cabeça, para não cair na vinculação de votos. Daí a origem do nome, uma referência à forma de comer o crustáceo, sem a cabeça. (FMM)


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