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Zema defende vender estatais

Pré-candidato ao governo de Minas Gerais sugere privatizar Cemig e Copasa caso seja eleito

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Romeu Zema e João Amoêdo
Na disputa. Romeu Zema e João Amoêdo falaram sobre suas candidaturas, ontem, em Belo Horizonte
PUBLICADO EM 13/03/18 - 03h00

Pré-candidato do Partido Novo ao governo de Minas Gerais nas eleições deste ano, o empresário Romeu Zema disse na segunda-feira (12) que é a favor da privatização de empresas públicas do Estado, como a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Ele ainda afirmou que outros postulantes ao Palácio da Liberdade representam a velha política. Zema e João Amoêdo, que é o nome da legenda para a disputa pela Presidência, conversaram com a imprensa na tarde de segunda-feira, em um restaurante na região Centro-Sul de Belo Horizonte, antes do evento que lançou o pré-candidato do partido no Estado.

Romeu Zema explicou que é favorável à privatização das duas empresas, porque, no entendimento dele, a gestão privada faz melhorias “de modo inquestionável”. “Dentro do melhor critério, no momento certo, com transparência, de forma que o consumidor não seja vítima de um eventual monopólio. Se for possível dividir essas empresas em duas, e elas passarem no futuro a serem remuneradas de acordo com a eficiência da menor tarifa, de um modo que seja benéfico ao consumidor”, explicou Zema.

O empresário, no entanto, rechaçou o processo de privatização pelo qual passa a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). De acordo com Romeu Zema, a estatal não é uma empresa, mas sim uma recebedora de royalties. “Até me deixa assustado, porque o Estado teve que criar uma empresa para receber royalties, já que poderia ser um setor da Secretaria da Fazenda. Mas como o governo gosta muito de criar cargos e benesses, criaram a Codemig. É como se privatizassem a Secretaria da Fazenda, receitas futuras. É um absurdo”, disse.

O presidenciável João Amoêdo explicou que uma das principais bandeiras da sigla é a máquina pública menor. “O Estado não deveria fazer entrega de correspondência, exploração de petróleo, administração de postos de gasolina ou de empresas financeiras. Isso deveria ser feito pela iniciativa privada, já que é uma questão que só beneficia alguns políticos que utilizam a máquina para indicações”, declarou.

Administração. Sobre a gestão do governador Fernando Pimentel (PT), o pré-candidato declarou que as contas públicas, por si só, demonstram que é “um desastre”. “Ele aumentou os impostos e nem por isso temos as contas equilibradas”, avaliou Zema, completando que não vai fazer promessas durante a campanha. O empresário explica que já é um grande avanço se comprometer com o plano de pagar em dia todos os servidores. “Então, seria impossível pensar em investimentos relevantes num momento como esse”, acrescentou.

Zema também disse que está aberto a dialogar com outros pré-candidatos ao Executivo. Contudo, ressaltou que eles pensam diferente em temas como, por exemplo, o tamanho da máquina pública. “Todos eles têm em comum o fato de participarem da velha política e eu gosto muito de dizer o seguinte: quem vem do velho dificilmente vai fazer o novo. Não foi quem fabricava lamparina que inventou a lâmpada elétrica. E não foi quem fabricava carruagem que inventou o carro. Não vão ser esses políticos que já estão aí que vão conseguir mudar o que precisamos porque, de certa maneira, a visão deles está limitada ao que eles vivem lá dentro”, disparou.

Frases

“O que me deixa com receio são pessoas que trabalham mais do que eu e isso eu não estou vendo em nenhum candidato.”

“Está tudo atrasado, apesar dele (Pimentel) estar onerando a população mais do que os demais Estados.”

“Será que as estatais são benefícios para a população ou só para os políticos? Não houve o ‘valezão’ porque a Vale foi privatizada.”

Romeu Zema

pré-candidato do Novo

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