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Comissão de Direitos Humanos

Alunos denunciam ação violenta da PM em audiência na ALMG

Ações truculentas teriam ocorrido durante um ato de alunos do Instituto de Educação de Minas Gerais, em memória de estudante morto na ditadura; representante da PM disse que Corregedoria vai apurar denúncias

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PUBLICADO EM 22/04/15 - 18h53

A suposta ação violenta de policiais militares contra alunos do Instituto de Educação de Minas Gerais (Iemg) que participavam de uma manifestação em Belo Horizonte, no último dia 26 de março, foi repudiada pelos estudantes que participaram de uma Audiência Pública na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (22).

As abordagens truculentas denunciadas pelos alunos teriam ocorrido durante um ato em memória do estudante Edson Luiz, assassinado durante a ditadura militar.

Na reunião, o presidente do Grêmio Estudantil do Iemg, João Pedro de Oliveira Maia, afirmou que alunas do instituto foram agredidas e outros manifestantes que participavam do ato foram detidos. Ele disse ainda que, primeiramente, os jovens foram retidos na sala da diretoria do instituto e, em seguida, encaminhados à delegacia. Maia classificou como "rasas" as alegações da PM de que teria havido desobediência por parte dos estudantes.

Na audiência, os alunos garantiram que a manifestação ocorreu de forma pacífica, em prol de melhorias e de mais direitos para os estudantes. Eles mostraram também vários vídeos do protesto.

A vice-diretora do Iemg, Silvana Cayres, citada pelos estudantes como a responsável por ter chamado os militares para a escola, afirmou que a presença da PM foi solicitada inicialmente para a averiguação de uso de drogas no estacionamento da instituição. Paralelamente a isso, ela disse ter sido informada de que havia três pessoas, que não eram alunos da escola, nas dependências do instituto.

Ela afirmou que a direção do Iemg não foi comunicada sobre a realização da manifestação pelos estudantes e explicou que a polícia pediu às três pessoas que se retirassem da escola, momento em que um dos membros do movimento teria pegado um megafone. Ela contou que um policial teria tentado retirar o megafone das mãos da estudante, o que teria dado início à confusão na escola.

O chefe da seção de Direitos Humanos da PMMG, major Dênio Sebastião Martins de Carvalho, informou durante a audiência que as denúncias serão levadas ao conhecimento da Corregedoria, para que a situação seja apurada. Ele informou que os possíveis delitos serão apurados pela Polícia Judiciária, e que a PM não foi demandada por questões de possível violência.

Protocolo unificado

Presente na reunião, a coordenadora das Superintendências Regionais de Ensino, Mara Cristina Rodrigues Santos, informou que a Secretaria de Estado de Educação pretende construir um protocolo com os procedimentos a serem adotados nas escolas a respeito da prevenção à violência contra adolescentes e no ambiente escolar. Mara defendeu a necessidade de unificar esses procedimentos, para que toda a comunidade escolar saiba como agir em cada situação.

Segundo ela, a conversa entre a secretaria e vários parceiros, incluindo a PM, foi iniciada nesta quarta-feira.

Dificuldades de organização

Lideranças estudantis falaram também sobre a dificuldade de os movimentos de estudantes se organizarem e chamarem os jovens à participação.

O diretor do Iemg, Orivaldo Diogo, afirmou que a direção apoia os movimentos estudantis e não proíbe as manifestações dos alunos, mas disse que é necessário que eles apresentem pautas de atuação mais organizadas e comuniquem à direção sobre a realização dos protestos.

Ao fim da reunião, foram aprovados três requerimentos. Dois deles, de autoria dos deputados Paulo Lamac (PT) e Cristiano Silveira (PT), estão relacionados à situação no Iemg. Um pede a realização de uma nova audiência da Comissão de Direitos Humanos em conjunto com a Comissão de Educação, para debater aspectos administrativos relacionados à repressão estudantil nas escolas públicas, e outra solicita reforma no telhado do Iemg.

Com informações da ALMG

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