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Ao menos quatro cidades sentem tremores de terra na região Central

Abalo sísmico mais forte ocorreu em Funilândia, que chegou a registrar 3.5 graus na Escala Richter, segundo informou o Observatório Sismológico do Instituto de Geociência da Universidade de Brasília; em Sete Lagoas foi de 1.7 graus

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Funilândia
O abalo sísmico mais forte ocorreu em Funilândia, que chegou a registrar 3,5 graus na Escala Richter
PUBLICADO EM 11/04/16 - 14h20

Moradores de ao menos quatro cidades da região Central de Minas se assustaram com dois tremores de terra registrados na manhã segunda-feira (11).

O abalo sísmico mais forte ocorreu em Funilândia, que chegou a registrar 3.5 graus na Escala Richter, considerado significativo, segundo informou o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB). Nenhuma ocorrência foi registrada no município.

Um abalo sísmico de magnitude 4.5 já é considerado muito forte, portanto, um tremor de 3.2 pode ser considerado forte, no entanto não causa danos, informou o professor da UnB Lucas Barros.

Em Sete lagoas, o abalo foi menor, mas também causou susto. No foco do epicentro, foi registrado um tremor de 1.7 graus na Escala Richter.

"Nessa última cidade, o sísmo foi menor. Porém, em função da proximidade com o município de Funilândia, a somatória dos dois tremores gera uma sensação de impacto maior para esses moradores da região", explicou o professor.

A secretária da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Regina Cairo contou que na sede da instituição, localizada em uma fazenda na divisa de Sete Lagoas com Matozinhos, a sensação foi de desespero no momento do tremor.

"Eu estava no segundo andar do prédio. A sensação era que estávamos balançando. Escutamos um forte ruído e corremos para os corredores. Quem estava no primeiro andar passou pela mesma sensação. Todo mundo se assustou, mas não registramos nenhum dano", explicou Regina.

A prefeitura de Sete Lagoas informou que a Defesa Civil não foi acionada para atender casos relacionados ao tremor. Já o Corpo de Bombeiros do município, recebeu várias chamadas relatando os tremores, mas também não registrou ocorrências provenientes do abalo.

Os moradores de Matozinhos, cidade localizada a 25 quilômetros de Sete Lagoas, também sentiu os tremores no início da manhã desta segunda.

A Defesa Civil do município explicou que o fenômeno teve duração de sete segundo e não provocou danos.

"Está é a terceira ocorrência de abalo seguido: a primeira no final do ano passado, em novembro, se não me engano, depois teve em janeiro e agora este. Ninguém ficou ferido e não há registro de queda de árvores ou de queda de energia, por exemplo. O tremor foi leve", explicou Rogério Ribeiro, que é coordenador da Defesa Civil do município.

Para o órgão municipal o abalo foi leve, mas para quem não entende nada sobre a Escala Richter o fenômeno foi assustador.

"Teve tremor mesmo. De tremer as pernas. As coisas não caíram aqui na loja onde trabalho. Deu medo, viu?", lembrou a atendente de drogaria Nicele Geralda de Paula, de 35, que estava no trabalho no momento.

A açougueira Sueli Rocha Viana, de 28, também ficou assustada com o fenômeno. "Foi por volta de 8h50. Eu estava em casa, no bairro São Sebastião. Foi muito forte, fez até barulho, como se fosse um caminhão passando na rua. A TV balançou um pouco aqui. Fiquei com medo, mas foi rápido. Eu já senti umas três vezes isso, mas este parece que foi uma pouco forte", relatou.

Em Prudente de Morais, que também faz divisa com Sete Lagoas, a população também sentiu o abalo, mas nenhuma ocorrência foi registrada.

Últimos registro

O último abalo sentido na região ocorreu no dia 24 de março, quando o tremor chegou a 3.2 na Escala Richter. No entanto, a Defesa Civil da cidade e o Corpo de Bombeiros não registraram ocorrências relacionadas ao evento.

"Do dia 24 de fevereiro até hoje, foram registrados 11 sísmos na região e pode ocorrer mais de menor intensidade. Não conseguimos precisar um prazo para que isso ocorra. Para isso, seria necessário deslocar uma equipe de pesquisadores", explicou o professor do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB) Lucas Barros.

Causas

Para o professor da UnB, a quantidade de abalos ocorridos da região Central de Minas se deve a movimentação natural das placas tectônicas. "Provavelmente, está ocorrendo porque neste local há uma falha, ela está se movendo e gerando novas falhas", explicou.

Atualizada às 17h02.

 

 

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