BH terá mais de 200 km de ciclovias interligadas ao transporte público
BHTrans reafirmou nesta quinta-feira (19) que fará a construção de 150 km de novas ciclovias integradas ao Move e estações de metrô; serão gastos R$ 20 milhões

Apesar de ainda estar engatinhando quando se fala em opções de transporte sustentável, Belo Horizonte deverá ultrapassar a meta de 200 km de ciclovias em funcionamento até o fim de 2016. O anúncio da construção de 150 km de novas ciclovias foi feito recentemente pela Empresa de Trânsito e Transportes da capital (BHTrans) e reapresentado nesta quinta-feira (19) durante o seminário BH Solutions.
As pistas exclusivas para ciclistas terão um custo de R$ 20 milhões, verba já conseguida pela empresa junto ao Governo Federal. O objetivo é que elas estejam integradas ao sistema público de transporte, como as estações do Move e do metrô. A licitação para as obras deverá ser iniciada ainda em 2015.
A meta era que no fim de 2016 a capital tivesse 200 km de ciclovias. Entretanto, como já existem 70 km, até o fim do prazo da meta a cidade já deverá ter os 220 km.
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A BHTrans aproveitou para divulgar alguns dos números do programa Bike BH, executado através de Termo de Concessão de Uso em parceria com o banco Itaú e a empresa Serttel. São disponibilizadas, supostamente, 400 bikes em 40 estações diferentes. Apesar disso, em fevereiro deste ano uma reportagem de O TEMPO denunciou que apenas 263 veículos, 65,7%, estavam disponíveis.
Conforme a empresa, já foram realizadas 60.500 viagens dos 58 mil usuários cadastrados. Até o momento já foram vendidas 15 mil passes diários (R$ 3) 45 mil, 15 mil mensais (R$ 9) 135 mil e 1.599 passes anuais (R$ 60) 95.940 . No total, foram arrecadados quase R$ 276 mil. O horário em que as bicicletas são mais utilizadas é entre 16h e 18h.
"BH ainda está no começo"
No seminário estava presente o alemão Michael Glotz-Fichter, que coordena o projeto de mobilidade sustentável de Bremen, cidade onde as bicicletas tem preferência sobre os carros e motos no trânsito. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está fazendo uma parceria buscando aprimorar o transporte sustentável.
O estrangeiro fez um passeio de bike pelas ruas da capital e fez uma avaliação das ciclovias. "A cidade ainda está no começo para conseguir implantar a cultura de bicicletas. É mais difícil sair do ponto zero, mas posso afirmar que a cidade está no caminho certo. Não basta só a estrutura, é preciso também uma mudança na mente dos cidadãos", garantiu.
Segundo o alemão, o que o impressionou foi a forma como as demais pessoas veem os ciclistas na capital mineira, como se fosse algo fora do usual. "Isso mostra que a cidade não está acostumada com os ciclistas na rua. Sinto que dentro de 5 a 10 anos BH já estará preparada para a mobilidade sustentável", finalizou Glotz-Fichter.
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