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Rompimento barragem

Buscas continuam em Brumadinho e 155 pessoas seguem desaparecidas

O número de óbitos permanece em 165 e de pessoas localizadas em 393

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Bombeiros continuam as buscas
Bombeiros continuam as buscas
PUBLICADO EM 11/02/19 - 13h02

As buscas pelas vítimas do rompimento da barragem I da mina Córrego do Feijão entrou no 18º dia nesta segunda-feira (11). De acordo com a Defesa Civil Estadual, o número de óbitos continua em 165, 155 pessoas seguem desaparecidas, 393 foram localizadas, duas estão hospitalizadas e 138 desabrigadas. 

"Não existe data para que as operações tenham fim. Os bombeiros continuam trabalhando com auxílio de máquinas pesadas. A Polícia Militar tem feito um trabalho de intervenção onde algumas pessoas insistem em passar. Em relação às obras na rodovia que dá acesso das comunidades ao centro de Brumadinho, conforme já dito em data anteriores, a Vale acordou com a Defesa Civil e com outros órgãos que essas obras devem ter o tempo de três semanas mínimo dentro do plano de execução. A Defesa Civil se faz presente no local e as obras já começaram", explicou o tenente-coronel Flávio Godinho.

Nesta segunda, o total de efetivo de militares do Corpo de Bombeiros é de 158 mineiros e 132 de outros Estados, além de 64 militares da Força Nacional, 22 voluntários, nove aeronaves e cães farejadores.

Na manhã de hoje, o capitão dos Bombeiros Acácio Tristão informou que as buscas estão concentradas na Instalação de Tratamento de Minério (ITM), no refeitório, no estacionamento da mineradora, onde são encontradas estruturas e nos locais denominados de remansos - onde a lama chegou com menor velocidade e foi acumulada uma grande quantidade de materiais.

"Agora começa a mudar a dinâmica dos trabalhos. As aeronaves continuam sendo importantes, nos apoiando nas ações. Porém de forma complementar em alguma missões específicas de buscas, visualizações, lançamentos das equipes e para levar alguns materiais. Agora, as frentes com maiores intensidades são com os maquinários pesados", a explicou o capitão. 

Barão de Cocais e Itatiaiuçu 

Ainda durante conversa com a imprensa, o tenente-coronel Godinho informou a atual situação de Barão de Cocais, na região Central do Estado, onde uma sirene da Vale tocou, e na cidade de Itatiaiuçu, na região metropolitana da capital, onde moradores da comunidade Pinheiro foram retirados de casa após o risco de colapso na barragem Serra Azul da ArcelorMittal. Os dois casos distintos ocorreram na última sexta-feira (8). 

"Em Barão de Cocais, 492 pessoas foram removidas das suas casas, sendo que 284 estão em hotéis e 208 em casas de familiares. Permanecemos com o apoio da Polícia Militar com cinco pontos de bloqueio nas vias de acesso para que as pessoas não retornem para suas casas enquanto não forem autorizadas. Animais de grande e pequeno porte estão sendo  assistidos com tratamento e alimentação", afirmou o tenente-coronel.

Em Itatiaiuçu permanece uma equipe da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.  "Em Itatiaiuçu foram 166 pessoas desabrigadas e encaminhadas a hotéis de Itaúna. Nesta manhã foram feitos alguns transportes de pessoas que foram retiradas de casa para que pudessem ir para os locais de trabalho. Foram disponibilizados ônibus e vans para esses trabalhadores e para crianças que foram levadas para escolas e creches. Os animais das famílias estão sendo tratados e alguns serão retirados na parte da tarde e serão levados para outros lugares", afirmou.

Visitas técnicas

Nas duas cidades visitas técnicas foram realizadas e resultados dos laudos são aguardados. "Em Barão de Cocais nós tivemos na data de ontem uma primeira análise, recolheram amostras e continuam com análises na data de hoje. Provavelmente algum laudo será emitido nos próximos dias para ver se permanece no nível 2 de segurança ou se retorna para o nível 1. As famílias só poderão retornar para os imóveis caso tenha o nível 1. Em Itatiaiuçu, desde o evento, algumas visitas técnicas ocorreram e testes e análises são realizados. Assim que for emitido um novo laudo nós vamos verificar: se continuar em nível 2, as famílias continuam em hotéis. Nas duas situações, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) acompanham os casos. Essas análises não podem ser respondidas de forma imediata, uma vez que carece de de várias medições e análises do ambiente. Acredito eu que nesta semana alguma informação oficial, com laudo, deve ser divulgada", finalizou.

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