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Cocaína apreendida neste ano em aeroporto já supera 2017

PF atribui alta ao maior número de voos internacionais e à fiscalização

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Flagrante. Raio X confirmou que suspeito de 20 anos levava cápsulas com cocaína dentro do estômago
PUBLICADO EM 07/08/18 - 03h00

Duas apreensões de cocaína em 48 horas – de sexta-feira a domingo – fizeram com que o total da droga confiscada pela Polícia Federal (PF) neste ano no

Aeroporto Internacional de Belo Horizonte superasse em 13,2% a quantidade tirada de circulação no ano passado. Se nos 12 meses de 2017 foram 10,6 kg, neste ano o número já superou 12 kg. As apreensões de skunk – um tipo de maconha – também cresceram, passando de 24 kg para 28,5 kg (18,75%). 

Para o chefe da Delegacia de Repressão a Drogas da PF, Elster Lamoia, a ampliação do número de voos internacionais no terminal nos últimos três anos tornou o local atrativo para aqueles que desejam embarcar com droga para outros países. Em 2016 o aeroporto dobrou sua capacidade de passageiros, passando para 22 milhões. “Quanto maior o número de voos internacionais, mais pessoas se aventurar em tentar embarcar com a droga. Mas percebemos também que muitos casos são interestaduais, como o haxixe, que vem de países como a Bolívia e o Suriname”, analisou Lamoia. 

Ele explicou que os principais destinos escolhidos pelos traficantes são os países da Europa, como Portugal e Espanha. O continente africano também costuma aparecer na lista. Esse foi o caso de um jovem de 20 anos que acabou sendo preso ao tentar embarcar com cerca de cem cápsulas com cocaína no domingo. Segundo a PF, o suspeito pretendia seguir com a droga para Lisboa, em Portugal.

Por haver risco de morrer, o jovem, que é de Barcarena (PA), foi levado para um hospital, para que as cápsulas fossem retiradas. Até o último boletim médico, ele seguia internado e tinha expelido 79 cápsulas, segundo a PF.

Já na sexta-feira, uma mulher também foi presa. Ela estava com uma mala com 5 kg de pasta-base de cocaína. A suspeita, de 42 anos, iria para Joanesburgo, na África do Sul, com escala em São Paulo. Natural de Londrina (PR), ela contou que recebeu a droga de um homem junto com as passagens e US$ 400. 

De acordo com o delegado Lamoia, a criatividade dos traficantes é grande. Além de ingerir cápsulas, muitos tentam embarcar com a droga presa ao corpo com fitas adesivas, misturada em bebidas e cosméticos industrializados, oculta no corpo ou dentro de outros objetos na bagagem. 

Lamoia garante, no entanto, que o serviço de inteligência da corporação em parceria com a Receita Federal também acompanhou a ampliação do terminal. Segundo ele, houve aumento no efetivo da PF no aeroporto, que passou a ter agentes dedicados à repressão do narcotráfico. “Temos diversas estratégias, e 98% das nossas operações estão baseadas em informações de inteligência”, garantiu.

Perfil de “mulas” é variado, diz delegado

Segundo o delegado Elster Lamoia, a organização das quadrilhas que operam o tráfico internacional é sofisticada e envolve diversas pessoas. O transportador, chamado de “mula”, têm origens variadas. De acordo com o delegado, algumas dessas pessoas declaram receber até 5.000 euros – cerca de R$ 22 mil – para transportar a droga em um única vigem.

“O perfil destas pessoas varia muito. Não existe mais aquela visão romântica de que a pessoa que transporta a droga é desesperada ou precisa de dinheiro. Geralmente, são pessoas com condição razoáveis, que já viajaram para o exterior algumas vezes”, afirmou. 

De acordo com o delegado, com pouco tempo de quadrilha, as “mulas” já têm pretensão de ascensão. “Querem dinheiro fácil. Não querem só fazer o transporte, fazem isso, mas, logo depois; já partem para aliciar outras pessoas em busca de comissão”, disse. 

Saiba mais

PF. O jovem de 20 anos preso será encaminhado para a penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, assim que todas as cápsulas forem retiradas. A mulher presa no dia 3 foi levada para a penitenciária Estevão Pinto, na capital, onde permanecerá à disposição da Justiça. Se condenados, eles podem pegar até 15 anos de reclusão.

Apreensões. Houve 16 flagrantes no aeroporto no ano passado, um aumento de 167% em comparação com os seis feitos em 2016. O número de presos em flagrante dobrou, de oito para 16. As apreensões de skunk aumentaram 570%, de 3,5 kg para 24 kg, segundo a PF.

Aeroporto. Segundo a concessionária BH Airport, que administra o aeroporto, a estrutura do terminal é suficiente para atender a capacidade máxima de 22 milhões de passageiros pelos próximos dez anos.

Aumento. Entre janeiro e junho deste ano, houve 997 decolagens de voos internacionais no aeroporto, ante 663 no mesmo período anterior, segundo a BH Airport.

Internacional

Destinos. Hoje partem do Aeroporto Internacional de BH voos regulares para Lisboa, em Portugal; Buenos Aires, na Argentina; Cidade do Panamá, no Panamá; e Miami e Orlando, nos EUA.

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