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Mea-culpa

Diretor-presidente da Samarco pede desculpas por tragédia em Mariana

Ricardo Vescovi falou à TV Globo na noite desse domingo (22) que a perda de vidas é inadmissível, retificando o que havia declarado outro diretor da empresa, quando esse afirmou: “não é o caso de pedir desculpas”

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Sobre futuros rompimentos, Vescovi disse barragens são monitoradas 24horas/dia
PUBLICADO EM 23/11/15 - 11h04

Dezessete dias depois da tragédia, com rompimento de barragem em Mariana, região Central de Minas, o diretor-presidente da Samarco Mineração, Ricardo Vescovi, pediu desculpas.

A declaração foi feita em entrevista concedida ao programa Fantástico da TV Globo nesse domingo (22). Antes, outro diretor da empresa, de Operações e Infraestrutura, Kleber Guerra, havia afirmado que “não é o caso de pedir desculpas”. Vescovi retificou: "A perda de vidas é inadmissível".

A reportagem do Fantástico perguntou sobre a situação das barragens e sobre o risco de novos rompimentos. O executivo garantiu que as paredes da Celinha são monitoradas 24 horas por dia, e disse que não há qualquer sinal de desestabilização. Ainda sobre o dique da Celinha e suas rachaduras, Vescovi informou que novos diques são construídos na área para conter o resíduo da lama. "Celinha está com nível de segurança em 22%. Queremos aumentar isso e chegar aos 50%".

A reportagem quis saber se o aumento de produção da mineradora pode ter causado o acidente. Vescovi respondeu que o aumento da produção da Samarco se deu através de um projeto com três anos de execução, no qual toda a destinação dos rejeitos foi descrita, planejada, licenciada e feita de forma responsável.

"Nós perdemos vidas, e isso é inadmissível. Nós não sabemos as causas, mas sabemos das consequências e temos que nos desculpar com as famílias, com as pessoas que perderam os lares, com os ribeirinhos, que tem o rio Doce como sustento... Nos desculpar com a população de Minas Gerais, com o povo do Espírito Santo e com os nossos funcionários", declarou Vescovi.

A barragem Fundão da Samarco Mineração se rompeu no último dia 5. Até o momento, 12 corpos foram resgatados, quatro ainda sem identificação. Outras 11 pessoas seguem desaparecidas. A enxurrada de lama atingiu o rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo, deixando também um grande prejuízo ao meio ambiente.

TV Globo

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