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Minas

Falta de leitos intermediários sobrecarrega UTIs neonatais 

Como faltam vagas para bebês prestes a deixar hospital, eles são deixados na unidade intensiva

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B-G
Saúde. Maternidade é um exemplo do problema; funcionários dizem que local está superlotado
PUBLICADO EM 01/11/13 - 04h00

Maternidades lotadas e atendimento médico reduzido. Essa é a realidade que muitas gestantes têm enfrentado na hora de dar à luz em hospitais públicos de Minas Gerais, principalmente quando o parto é pré-maturo ou a gravidez de alto risco. Os leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) neonatais estão constantemente ocupados, e as equipes de pediatras e enfermeiros cada vez mais sobrecarregadas. Enquanto isso, a demanda por esse tipo de atendimento só tem aumentado.

Em todo o Estado, há hoje 529 leitos de UTI neonatal, destinados a recém-nascidos que precisam de cuidados especiais. Embora o número atenda, na teoria, a demanda, a própria Secretaria de Estado de Saúde (SES) reconhece que há déficit de vagas em Minas. Os leitos estão concentrados na capital, que acaba recebendo os pacientes do interior. Mesmo não sendo possível precisar qual seria esse déficit, especialistas concordam que ele existe e que é preocupante. Portaria do Ministério da Saúde recomenda dois leitos para cada mil nascidos vivos e, em 2011, Minas registrou 259.863 bebês.

Intermediário. Uma das principais causas do déficit de vagas neonatais, segundo a Sociedade Mineira de Terapia Intensiva (Somiti), é a falta de outro tipo de leito, a de Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal. Elas são destinadas às crianças já em fase final de tratamento, mas que ainda não podem ir para casa.

Outro lado. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas reconhece a necessidade de ampliação. “Segundo os parâmetros do Ministério da Saúde não há déficit, mas cada região tem sua especificidade, e a gente sabe que Minas tem um déficit. A capital absorve a demanda do interior”, explica a coordenadora estadual de Terapia Intensiva da SES, Shelley Pereira.

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