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Ponta de esperança

Família consegue localizar sinal do celular de mulher desaparecida

Familiares de Nathália de Oliveira Porto Araújo, funcionária da Vale, pediram que as equipes de buscas fossem até o local onde ela estaria

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Nathália de Oliveira Porto Araújo é funcionária da Vale
Nathália de Oliveira Porto Araújo é funcionária da Vale
PUBLICADO EM 28/01/19 - 18h17

A localização do celular da estagiária administrativa Nathália de Oliveira Porto Araújo, de 25 anos, obtida nesta segunda-feira (28) pela família da jovem, acendeu a esperança dos parentes de encontrá-la com vida quatro dias após o rompimento da Barragem I da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana da capital.

De acordo com o marido dela, o vigilante Jorge Santana de Araújo, de 28 anos, a região onde o aparelho de telefone teria apontado a localidade é conhecida como cachoeira dos Olhos D'Água, a 14km do centro da tragédia. "O barro desceu no sentido contrário de onde a localização do celular dela está. A última vez que ele deu sinal foi sexta. Não lembro a hora certinho, mas foi depois que falei com ela. Ela está viva, eu sei. A lama desceu e ela subiu, sentido Casa Branca", afirmou.

Em companhia do pai e da cunhada da vítima, Araújo exigia que as equipes de busca se mobilizassem em direção à região em que a mulher estaria. "Eles têm que ir lá agora. Eu tô indo atrás deles, ou, então, precisam me deixar ir. É a minha mulher. Ela está viva, eu sei disso", disse esperançoso.

Os bombeiros não responderam se será montada estratégia específica para busca a essa vítima. "Pela localização, ela está em um lugar muito longe, e pode estar sem bateria. Se ela estiver lá, com certeza não estará sozinha", disse Everton Araújo, sobrinho de Nathália. 

"Ela achou que era terremoto"

No momento em que a Barragem I da mina Córrego do Feijão se rompeu, Jorge Santana de Araújo conversava ao telefone com a mulher, Nathália de Oliveira Porto Araújo. "Ela já tinha almoçado e estava sentada na porta do refeitório, esperando dar a hora de voltar, e a gente estava planejando o que iríamos fazer à noite. De repente, ela deu um grito, e falou 'Deus, dê o livramento, tá tudo arrebentado. É um terremoto, senhor', nisso, eu só ouvi um barulho e, depois, a ligação caiu", detalhou.

A cunhada da jovem, Sueli Santana de Araújo, 50, disse que a expectativa de achar a parente viva é grande. Um final feliz poderá trazer respostas aos questionamentos dos filhos da jovem, de 3 e 4 anos. "Os meninos perguntam 'Por que a mamãe não saiu ainda do serviço? Que horas ela volta? Ela vai demorar?', e a gente não sabe mais o que dizer", lamentou.

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