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Famílias são transferidas, mas problemas ainda persistem 

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NOVA RODOVIARIA
Desapropriados foram morar nos bairros Belmonte e Ribeiro de Abreu
PUBLICADO EM 11/01/15 - 04h00

Com o término das desapropriações no terreno para a construção da nova rodoviária, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) anunciou também o fim dos entraves para o início das obras. No entanto, parte do problema que havia no local foi apenas transferida para novos endereços: bairros Belmonte e Ribeiro de Abreu, na região Nordeste da capital, onde vivem, precariamente, os dois últimos moradores a deixarem a área.

O aposentado José Lourenço Ferreira, 68, e a mulher, Marlene dos Santos Ferreira, 67, estão vivendo em imóveis alugados e contestam o valor a ser pago pelo município como indenização. Os dois ficaram no terreno do São Gabriel o máximo que puderam. Mas, no dia 2 deste mês, não tiveram força contra as máquinas de demolição da PBH. Hoje eles vivem em uma casa de três cômodos, alugada por R$ 550, no bairro Belmonte, onde não cabe nem metade dos móveis da família.

O casal de idosos diz que ainda não foi indenizado pela PBH pela desapropriação e teme receber menos do que consideram correto. O mesmo acontece com o aposentado Jorge Rodrigues Gomes de Souza, 60, e a mulher, Angela Maria Batista de Souza, 58, que saíram do terreno no dia 28, um dia antes do despejo. Segundo Souza, a PBH quer pagar apenas cerca de R$ 85 mil pela sua casa, sem considerar a posse do terreno. “Vivemos 58 anos no local, criei meus filhos ali, para sermos despejados sem nada, sem ter para onde ir”, disse Angela aos prantos.

Recurso. As famílias dizem que vão continuar lutando na Justiça para receber valores justos. Promotora de Direitos Humanos, Janaína de Andrade Dauro disse que alguns moradores, mesmo sem escritura do terreno, têm o direito à posse porque viviam ali havia décadas.

“As famílias ficaram penalizadas, e ainda acompanhamos o caso”, afirmou Janaína. (LC)

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