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João Pinheiro

Grávida desaparece e casal vai ao hospital com a filha dela

Uma mulher desapareceu após dar a luz, um casal levou a filha dela recém-nascida para um hospital e disse que o filho era deles; os dois foram detidos

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Mulher está desaparecida desde esta segunda (15)
Mulher está desaparecida desde esta segunda (15)
PUBLICADO EM 16/10/18 - 13h49

Um caso emblemático de desaparecimento é investigado pela Polícia Civil de João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, nesta segunda-feira (15). Uma mulher, de 23 anos, desapareceu após dar a luz, por volta de 13h. Depois disso, um casal apareceu com a recém-nascida da desaparecida no Hospital Municipal de João Pinheiro dizendo que a filha era deles. 

Segundo a Polícia Militar, a mulher de 40 anos e o marido dela, de 57 anos, chegaram com a bebê, ferida na cabeça, no hospital e dizendo que a criança era da mulher. No entanto, os médicos do hospital desconfiaram da versão e pediram a mulher para fazer exames, por que ela não aparentava ter ganhado um bebê recentemente.

Os médicos acionaram a Polícia Militar. Enquanto os militares registravam a ocorrência receberam a informação que uma mulher de 23 anos estava grávida de 8 meses e tinha desaparecido. Familiares da desaparecida relataram que ela morava junto com a mulher de 40 anos que estava no hospital com a bebê.

Depois de insistência dos militares, a suspeita confessou que o recém-nascido não era dela e disse que não sabia onde a mãe da criança estava. Segundo a mulher relatou aos militares, a última vez que viu a desaparecida foi no bairro Água Limpa, onde as duas teriam se encontrado com uma amiga delas. 

Essa terceira mulher teria feito o parto da jovem de 23 anos e depois chegou com a criança nos braços e pediu para que a suspeita a levasse ao hospital, pois a menina estaria machucada. A suspeita chamou o marido e os dois levaram a neném para o hospital. 

A jovem desaparecida tem uma outra filha de um ano que ficou na casa de uma vizinha dela. A suspeita tem problemas mentais e faz uso de medicamento controlado. 

Suspeita queria ter filhos 

Vizinhos da vítima e suspeita que conversaram com jornais de João Pinheiro contaram que a suspeita era fissurada por ter uma criança e se aproximou muito de Mara quando ela ficou grávida. Segundo os vizinhos a suspeita não conseguia engravidar. 

Criança precisou ser transferida

A recém-nascida foi atendida no hospital municipal e transferida para o Hospital São Lucas, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, por causa da gravidade. A menina é pré-matura está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal estável. Nenhum familiar acompanha a criança.

Casal preso

O casal suspeito do crime foi ouvido e liberado pelo delegado de plantão na madrugada desta terça-feira (16).  Uma das linhas de investigação é que o casal tenha cometido o crime prescrito no artigo 242 do Código Penal “dar parto alheio como próprio, registrar como seu o filho de outro, ocultar recém-nascido ou substituí-lo, suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil".  A pena prevista para este tipo de crime varia de dois a seis anos de reclusão. 

A Polícia Civil  abriu inquérito para investigar o caso e, na tarde de hoje, 15h, encontrou o corpo da jovem de 23 anos em um terreno perto de um posto desativado da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as margens da BR-040, na cidade de João Pinheiro. Segundo a polícia militar a jovem estava amarrada ao tronco de uma árvore , com indícios de enforcamento e existe a suspeita de que a bebê tenha sido retirada com a grávida ainda com vida.

A Polícia Civil chegou ao local com o auxilio da suspeita que disse que teria se encontrado com a vítima ali pela última vez.  "A Polícia Civil segue com as investigações sobre a morte da vítima, agora estamos ouvindo testemunhas e temos 10 dias para encerrar as investigações", afirma o delegado responsável pelo caso, Carlos Henrique Gomes Bueno.

Foi emitido um mandado de prisão temporária ao casal que alegou que a filha seria deles. Ambos foram presos e estão na delegacia da cidade. "A suspeita era amiga da grávida, que inclusive estava morando na casa do casal", diz o delegado. Ainda segundo ele "Só depois de ouvir todas as testemunhas e análise do IML será possível identificar a causa da e constatar se o crime foi premeditado."

Revolta

Na tarde desta terça-feira (16), a Polícia Civil levou a suspeita do crime para o local onde ela teria visto a desaparecida pela última vez. Populares que estavam na região tentaram linchar a suspeita. Os policiais impediram o crime, mas a mulher ficou bastante machucada. 

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