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Delírio

Irmãs esperam por milagre e acabam matando a mãe

Alimentação foi limitada a água e biscoitos; suspeitas fugiram após velório

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Irmãs teriam quebrado paredes para instalar uma igreja no local
Alimentação foi limitada a água e biscoitos; suspeitas fugiram após velório
PUBLICADO EM 02/03/12 - 21h21

Motivadas pela crença de que a mãe seria curada da diabetes por obra divina, cinco irmãs, com idades entre 24 e 37 anos, impediram que ela tomasse insulina durante 20 dias. Ester Pereira de Oliveira, 59, não resistiu à falta de medicação e morreu no último sábado, em casa, no bairro Ipanema, na região Noroeste de Belo Horizonte. A Polícia Civil promete investigar o caso.

As irmãs não são vistas desde o enterro, realizado na segunda-feira, no cemitério da Paz. Quem denunciou o caso foram outros três filhos de Ester, que não viviam na casa com ela. De acordo com eles, a mãe, que era aposentada e havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) há seis anos, foi alimentada, em seus últimos dias de vida, à base de água e biscoitos. "Elas (as
irmãs) surtaram do nada. Falavam que Deus iria curar nossa mãe da diabetes e que, para isso, ela devia ficar sem remédios ou alimentos", explicou Joanir Pereira de Oliveira, 37, um dos filhos que foi à polícia.

De acordo com testemunhas, no dia da morte, houve uma intensa gritaria na casa. Uma vizinha, amiga da família, contou que escutou vários barulhos, por volta das 20h, antes de Ester morrer. "Era um misto de gritos, choro e várias risadas. Parecia uma espécie de ritual macabro", explicou a dentista Cristiane Correa.

No dia seguinte, as mulheres contaram ao restante dos irmãos que a mãe havia morrido durante a madrugada e que não sabiam o que tinha acontecido. Na certidão de óbito, a causa da morte foi identificada como parada cardiorrespiratória e complicações da diabetes.

As cinco irmãs organizaram o enterro e o velório da mãe. Elas levaram a filha de uma delas, de 5 anos, e o pai, Lázaro de Oliveira, de 81. Depois, as suspeitas não foram mais vistas pelos familiares.

Os irmãos das mulheres, que são evangélicos, disseram que elas já frequentam a igreja Pentecostal, mas que não mais seguiam a religião. "Não acredito que a morte tenha influência religiosa", disse outro filho de Ester, Jader Pereira de Oliveira, 33.

Conflito. Ele e mais dois irmãos foram expulsos da casa onde moravam com a mãe, há cerca de duas semanas, após constantes divergências com as irmãs, que se mudaram para o imóvel no início de janeiro. Antes, elas viviam em casas diferentes. Segundo Jader, as mulheres promoveram uma quebradeira na residência da mãe e ainda queimaram os móveis, com a intenção de construir uma igreja no local.

 

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