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Crise nos presídios

Motim em Ribeirão das Neves não tem relação com massacres no Norte

Presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da Ordem dos Advogados do Brasil confirmou que a rebelião não deixou mortos ou feridos graves; líderes do motim serão transferidos

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Rebelião começada nessa segunda-feira (16), terminou na madrugada desta terça-feira (17)
PUBLICADO EM 17/01/17 - 11h07

Os presos que participaram da rebelião nessa segunda-feira (16) na Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, passaram por uma revista na manhã desta terça (17). Eles estão de cueca dentro das celas e sem colchões para evitar que voltem a colocar fogo nos materiais, como fizeram na noite anterior.

De acordo com o presidente da Comissão de Assuntos Carcerários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Fábio Piló, que chegou pouco antes das 11h para uma reunião com o diretor da unidade, Rodrigo Machado, o motim não tem qualquer relação com os massacres acontecidos em Manaus e no Rio Grande do Norte. Ainda, segundo ele, os líderes do motim serão transferidos, mas ainda não se sabe para onde nem quantos são. Piló confirmou ainda que não houve feridos graves ou mortes. Alguns presos tiveram algumas escoriações e foram atendidos no local.

"O que aconteceu aqui foi uma rebelião provocada por uma série de insatisfação dos presos, que reclamam de agressões, mas condições e querem a saída do diretor do presídio. Não existe briga de grupos rivais como aconteceu em outros lugares e é que provocaram tantas mortes", explicou.

Apreensão

Mesmo com todas as notícias de que não há mortos e feridos na Dutra Ladeira, os parentes dos presos não arredam pé em busca de informações mais consistentes. Boa parte das notícias provém da imprensa. Muitas mães e esposas não aguentavam e não seguravam as lágrimas.

Apesar da rebelião, os kits de higiene e limpeza, que são entregues pelos familiares toda segunda, terça e quarta, estão sendo recebidos normalmente. Houve apenas um atraso de uma hora do início da entrega. Uma das primeiras da fila era a recepcionista Marcelle Faleiro, 25 anos.

"A gente fica muito apreensiva. Falaram para a gente que não teve nada, mas é difícil ficar aqui fora sem saber o que de fato aconteceu", enquanto buscava informações do namorado preso por tráfico.

A esteticista Pamela Maia, de 25, contou que o marido, preso por roubo, tem relatado muitas agressões dentro do presídio e condições precárias. "Você tem que ver a água que eles estão bebendo, amarela. Está todo mundo com dor de barriga e doente. Tentei trazer um copo outro dia aqui para fora para mostrar e não deixaram", contou.

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