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Bilhetagem eletrônica

MPT irá sugerir veto a proposta 

Projeto não contemplaria alternativa para o fim dos cobradores

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No dia 25 de abril, metade das linhas de ônibus pararam em BH
PUBLICADO EM 06/05/16 - 03h00

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Minas vai enviar hoje ao prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), um ofício em que sugere o veto ao Projeto de Lei (PL) 1.881/2016, de autoria do vereador Autair Gomes (PSC), que propõe a extinção da função de cobrador de ônibus da capital para a implantação de bilhetagem eletrônica. O presidente da Câmara Municipal, Wellington Magalhães (PTN), também receberá o documento.

A medida foi tomada após uma reunião realizada ontem na sede do MPT, a pedido do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Belo Horizonte e Região (STTR-BH), que contou também com representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), do Ministério Público, da Câmara Municipal e da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans).

Para a procuradora-chefe do MPT em Minas Gerais, Adriana Souza, o encontro mostrou que o assunto é extremamente complexo e precisa ser tratado com atenção. “É um debate complicado, que vai muito além do fim dos postos de trabalho. O projeto, por ser apenas uma substituição de um artigo, não prevê, por exemplo, meios de o passageiro comprar seus créditos antecipadamente nem como fica a sobrecarga do motorista”, explicou.

Na avaliação de Camilo Moreira, presidente do STTR-BH, a reunião foi positiva. “Tivemos a garantia de que os cobradores não serão demitidos, o que já é uma boa notícia. Mas nós não queremos que eles saiam dos ônibus, pois são fundamentais no auxílio ao motorista”, avaliou.

A categoria espera agora a manutenção dos debates para não repetir a paralisação do último dia 25, quando 50% dos ônibus deixaram de circular pela capital. “Não temos previsão de greve por agora, mas tudo depende da disposição para o diálogo”, explicou Moreira.

BHTrans

Silêncio. Procurada ontem, a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou, por meio de sua assessoria, que não iria se pronunciar sobre questões trabalhistas.

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