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SERVIDORES ADMINISTRATIVOS

Outra categoria do sistema prisional está insatisfeita e anuncia greve

Profissionais que trabalham no setor administrativo e na ressocialização dos presos podem entrar em greve no dia 11 de abril caso não haja negociação com o governo

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Sindpúblicos
Em assembleia realizada no último dia 14, servidores votaram pelo estado de greve da categoria
PUBLICADO EM 21/03/15 - 20h15

Mais uma categoria de trabalhadores que integra o sistema prisional de Minas Gerais está insatisfeita e já sinaliza uma possível greve no dia 11 de abril. São os servidores administrativos dos sistemas socioeducativo e prisional, que anunciaram estado de greve desde o último dia 16 e lutam pela valorização de suas funções e pagamento justo do piso salarial.

O diretor estadual do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindpúblicos) José Lino Esteves, explica: “Estes servidores cuidam da parte administrativa e de ressocialização dos detentos, e a gente percebe que o foco do Estado é mais voltado aos agentes que cuidam da segurança e repressão, como os agentes penitenciários. Mas temos, em Minas, cerca de 3.500 profissionais que trabalham na central de classificação dos presos, trabalham em oficinas de trabalho e pedagógicas, realizam o trabalho com as famílias, enfim, cuidam de toda essa parte do processo de ressocialização do preso que está prestes a ser inserido na sociedade”, diz.

Ele explica que a categoria é formada por psicólogos, terapeutas, assistentes sociais, assistentes administrativos, técnicos em enfermagem, entre outros, que compõe o quadro de servidores administrativos e de ressocialização da Seds.

“O Estado não valoriza estes profissionais que sempre ficaram calados diante disso. Mas ele precisa investir nessa ressocialização, porque se não, não vai haver diminuição da violência. Tem servidor que está ganhando R$ 500,00 por mês, por exemplo. E são profissionais que dedicam a vida a isso, trabalham na zona rural, ficam dias sem ver a família, correm risco de vida já que não trabalham com armas e nem têm uma espécie de treinamento de auto-defesa, por exemplo”, diz ainda Esteves.

A categoria está em estado de greve desde o dia 14 de março e volta a se reunir no dia 11 de abril, quando devem oficializar a greve em todo o Estado. O objetivo é conseguir uma negociação com o governo a respeito do pagamento do piso salarial, de melhores condições de trabalho e do reconhecimento destes profissionais na área da segurança pública.

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que a resposta sobre a negociação não depende só do órgão, e que dará uma resposta na segunda-feira (23).  

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