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Passagem de ônibus volta a custar R$ 4,50 nesta quinta-feira

Nessa terça-feira (1º), a Justiça suspendeu os efeitos da liminar que havia cancelado o aumento de 11% da tarifa de ônibus em Belo Horizonte

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Passagem volta a custar R$ 4,50
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PUBLICADO EM 03/01/19 - 08h09

No vaivém da tarifa de ônibus de Belo Horizonte, que na última semana aumentou, foi reduzida e voltou a aumentar de novo no início da madrugada desta quinta-feira (3), os passageiros foram apanhados de surpresa e reclamam dessa quebra de braço da Justiça, em que uma juíza barra o aumento, mas vem um desembargador e volta com o aumento.

A passagem principal, que havia sido reduzida para R$ 4.05, voltou para R$ 4,50 por determinação do desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Carlos Augusto de Barros Levenhagem. Quem não gostou muito de voltar a pagar 11% a mais foram os passageiros.

A cozinheira Eliziane Pereira Paixão, de 34 anos, ficou revoltada ao descobrir que a passagem havia voltado ao preço antigo. “Ontem (quarta-feira), eu paguei R$ 4,05. Hoje, voltei a pagar R$ 4,50. Levei um susto. Como eu sempre levo o dinheiro do lanche, tive que usar esse dinheiro para completar. Não comprei lanche. Sempre que eu paro no centro da cidade, faço um lanche, mas hoje não comi nada. Essa diferença faz falta”, reclamou a cozinheira. “Aumentam, diminuem, aumentam de novo a passagem. Isso confunde a cabeça da gente”, desabafou.

A faxineira Domingas Santos Gonçalves, 47, também disse ter ficado confusa na hora e pagar o valor antigo da passagem. “É muito caro por causa das condições dos ônibus. São péssimos e não têm nem cobrador mais. É gente entrando e saindo o tempo todo no ônibus e o motorista fica distraído cobrando passagem. Coloca a vida da gente em risco”, desabafou a faxineira. “O certo é voltar o preço anterior, de R$ 4.05, pois cortaram os cobradores e isso atrasa muito a viagem da gente”, reclama.

Aluno do Instituto de Educação, Richard Pimenta Valente, 13, entende que não é todo mundo que pode pagar o reajuste. “É complicado. Muito cara”, disse o estudante. “Muito cara, mesmo. Bastante cara”, reforçou a nutricionista Nancy Horrana, 26 .

Ao suspender os efeitos da liminar do último domingo, que havia derrubado o aumento de 11% da passagem, o desembargador Levenhagem considerou que as tarifas “não sofreram qualquer tipo de correção” desde 2017, e que o aumento da passagem foi baseado em auditoria independente, contratada pelo poder público, que concluiu “defasagem do sistema tarifário”.

O aumento da tarifa havia entrado em vigor no último domingo, mas uma liminar da juíza Dênia Francisca Corgosinho suspendeu o reajuste, atendendo ação civil pública impetrada pelo movimento Nossa BH. E os passageiros podem se preparar para mais um capítulo dessa “novela”, pois o movimento Nossa BH já adiantou que pretende, mais uma vez, recorrer dessa decisão do desembargador.

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