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Radialista preso morre com suspeita de meningite em Araçuaí

Segundo informações da Polícia Civil, laudo conclusivo ficará pronto na segunda-feira (19), porém, legista já teria adiantado que morte por meningite foi confirmada

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PUBLICADO EM 16/05/14 - 18h32

O radialista Lupiscinio Pinheiro Leite, de 41 anos, que cumpria pena por estupro de incapaz na Penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, faleceu com suspeita de infecção por meningite, na última quarta-feira (14), no Hospital São Vicente de Paula, na cidade vizinha de Araçuaí. O preso estava em saída temporária desde o dia 10 de maio e teria que voltar a cumprir a pena neste sábado.

O corpo do radialista foi enterrado na presença de vários colegas de trabalho às 8h desta sexta-feira (15), no Cemitério Municipal de Araçuaí, sua terra natal. O editor do jornal "Gazeta de Araçuaí", Sérgio Vasconcelos, era conhecido de Lupi, como era chamado o radialista. "Era uma pessoa tranquila. Foi uma perda muito grande", disse. 

Ainda conforme o conhecido, ele estava preso por conta de um relacionamento que teve com uma garota de 11 anos. "Tinha o consentimento da mãe, porém, houve um desentendimento e a mulher começou a dizer que ele estava incomodando, que planejava fugir com a menina para o Rio, e aí houve o processo que culminou na sua prisão", relembrou Vasconcelos. 

Segundo um investigador da delegacia da cidade, que preferiu não ter o nome divulgado, funcionários do presídio procuraram a Polícia Civil (PC) para poderem tomar as precauções necessárias por se tratar de uma doença contagiosa. “Ligamos no Instituto Médico-Legal e o auxiliar do legista confirmou verbalmente que se tratava de meningite. Porém, o laudo só ficará pronto na próxima segunda-feira”, disse o policial. 

Ainda conforme a PC, o radialista, que era bastante conhecido na cidade, estava preso desde 2011 e, também conforme a corporação, ele mantinha um relacionamento consensual com a menor, porém, a mãe dela não aceitava o relacionamento e acabou acionando a polícia. 

Presídio não foi comunicado

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) foi procurada por O TEMPO e respondeu que o detento da Penitenciária de Teófilo Otoni estava em cumprimento do benefício de saída temporária desde 10 de maio e estava com o retorno programado para este sábado (17). Ainda conforme o órgão, a unidade prisional não foi comunicada oficialmente sobre um possível óbito do detento.

A Seds ainda informou que Lupiscinio passou por exames médicos na unidade prisional no início do mês, não apresentando nenhum sintoma da doença. O órgão ainda salientou que, independentemente de uma conclusão no laudo da morte do detento apontando para a infecção, já é uma rotina em todas as unidades prisionais do Estado campanhas de prevenção a doenças infeccionas. 

A doença

Segundo as informações do portal do Ministério da Saúde, a meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. A doença é causada principalmente por infecções de bactérias ou vírus, portanto são diversos os tipos de meningites e nem todas são contagiosas ou transmissíveis. Pessoas de qualquer idades podem contrair meningite, mas crianças menores de 5 anos são mais atingidas.

A doença é transmitida através da fala, tosse, espirros e beijos, passando da garganta de uma pessoa para outra. Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça forte, vômitos, rigidez no pescoço (dificuldade em movimentar a cabeça), desânimo e, em alguns casos, manchas vermelhas na pele.

Um dos principais problemas desta doença é que ela pode matar uma pessoa entre 24h e 48h após o início dos sintomas. No Brasil todos os anos são registrados cerca de 3 mil novos casos de infecção por meningite, sendo que o índice de letalidade da doença é de cerca de 20% dos casos.

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