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Suspeito diz que Edison ficou descontrolado ao ver o celular de Daniel

Poucas horas antes de ser morto Daniel mandou fotos ao lado da mulher de Edison, Cristiana Brittes, enquanto ela parecia estar dormindo

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Daniel Corrêa
MP-PR denuncia sete pessoas pela morte do ex-Cruzeiro Daniel
PUBLICADO EM 10/11/18 - 17h12

Um suspeito de participar da morte do jogador Daniel Freitas disse, em depoimento à polícia, que Edison Luiz Brittes Júnior ficou descontrolado ao ver o celular da vítima. A informação foi repassada pelo delegado a televisões locais no Paraná.

Poucas horas antes de ser morto, Daniel mandou a amigos fotos ao lado da mulher de Edison, Cristiana Brittes, enquanto ela parecia estar dormindo. 

David Willian da Silva, de 18 anos, foi interrogado na tarde desta sexta-feira (9) e revelou que Brittes viu o celular já quando Daniel estava no porta-malas do carro. A intenção de Edison, David e mais dois suspeitos do crime, segundo ele, era largar Daniel na rua, mas, quando Brittes viu o celular da vítima, ele começou a dizer que mataria o jogador. 

No depoimento à policia, David e o suspeito Ygor King, de 19 anos, relataram que acompanharam Brittes Júnior de carro até o matagal onde Daniel foi executado, mas alegaram que foram proibidos pelo empresário de descer do carro e que só Eduardo Henrique Ribeiro da Silva foi ajudar Brittes Júnior a retirar Daniel do porta-malas. 

“Eles alegam que tiveram medo de sair. Edison disse que, caso saíssem, teriam o mesmo fim”, afirmou o delegado.

Depois de matar Daniel e deixar o corpo no matagal, Edison Brittes parou em uma loja para comprar roupas novas e tirar as que ele vestia e que estavam sujas de sangue, segundo o delegado Amadeu Trevisan. Ele jogou as peças usadas em um riacho, juntamente com a faca usada no crime, que tinha 30 cm de comprimento. 

Edison alega que matou Daniel porque ele teria estuprado sua mulher. David e Ygor disseram que não ouviram a mulher gritar por socorro.

Cristiana levou celular para conserto quatro dias após morte de Daniel

Informações do site Uol dão conta que Cristiana Brittes levou seu celular para o conserto quatro dias depois que Daniel foi assassinado. Ela disse aos técnicos que o aparelho estava com um problema no microfone. 

Após descobrir que o marido da mulher estava envolvido na morte do jogador, o dono da assistência levou o aparelho para a Polícia Civil. Cristiana foi presa sem o aparelho. 

O caso 

O crime aconteceu na noite de 27 de outubro, quando, após a comemoração do aniversário de 18 anos de Allana Brittes em uma casa noturna de Curitiba, um grupo de amigos foi até a casa da família, em São José dos Pinhais. Lá, Daniel chegou a fazer fotos deitado ao lado da mulher de Edison, o que teria provocado a sua morte.

O empresário alegou que ele estava tentando estuprar sua mulher, mas a versão foi descartada pela polícia. O empresário, a mulher e a filha serão indiciados por homicídio e coação de testemunhas. Segundo laudo preliminar do Instituto Médico-Legal (IML), o atleta morreu por ferimentos com arma branca – além de ter seu pênis decepado, Daniel teve parte de seu pescoço cortado. 

Indiciados por homicídio

Amadeu Trevisan também ressaltou que os seis suspeitos presos – Edison Brittes Júnior, Cristiana Brittes, Allana Brittes, Igor Kyng, David Willian da Silva e Eduardo Ribeiro da Silva – serão indiciados por homicídio qualificado. Eduardo Ribeiro da Silva deve prestar depoimento no começo da próxima semana.

(Com informações de Estadão Conteúdo)

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