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Cemig pretende criar um conselho de ex-presidentes

Atualmente, a Cemig possui uma diretoria e um conselho de Administração

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PUBLICADO EM 19/02/15 - 04h00

A nova direção da Cemig estuda criar mais um conselho para auxiliar as atividades da companhia. De acordo com informações obtidas pelo Aparte, o grupo seria composto por ex-presidentes da companhia ao longo da história.

Um executivo ligado à estatal confirmou a intenção à coluna. De acordo com ele, a ideia partiu do presidente da Cemig, Mauro Borges. Seria um “grupo de aconselhamento consultivo”, o qual ele apelida de “clube de amigos”, com o objetivo de “discutir tendências do setor tanto no âmbito mundial quanto no Brasil e no Estado”. No futuro, o próprio Mauro Borges poderia fazer parte do conselho, quando deixar a presidência.

Não está claro se os membros do novo conselho irão receber alguma remuneração por isso. Na visão do executivo ouvido pela coluna, o que se sabe é que “seria algo informal, sem remuneração, nada institucional”, o que é difícil imaginar em se tratando de importantes nomes do mercado de energia.

“O que sei é que seria um grupo com gente de muita história no setor energético. Pessoas como Camilo Penna (que foi presidente nas distantes décadas de 60 e 70) e Guy Villela (que comandou a companhia em 1985 e 1986)”, afirma, dizendo que todos os ex-presidentes vivos serão convidados.

Uma outra fonte da coluna conta que Djalma Moraes, que presidiu a Cemig entre 1999 e o início deste ano, é cotado para comandar o novo conselho.

Atualmente, a Cemig possui uma diretoria e um conselho de Administração. Neste último, cada membro recebe salários de R$ 7.100 para uma média de apenas três reuniões mensais. A assessoria da Cemig não foi encontrada para comentar o caso.

Pai é quem cuida

Depois de se irritar com o atual presidente da Câmara, Wellington Magalhães (PTN), quando este colocou como prioridade da sua gestão a aprovação do fim da verba indenizatória nos moldes atuais, alegando que seria o verdadeiro pai da matéria, o vereador Leo Burguês (PTdoB) não apareceu na sessão que votou a questão. No seu gabinete, informaram que no dia da votação, sexta-feira de Carnaval, ele havia viajado. No último ano, Burguês foi o segundo parlamentar que mais utilizou a verba. Ele gastou R$ 179.999,95. Só perdeu para Jorge Santos (PRB) que consumiu R$ 180 mil. O teto para todos os parlamentares é de R$ 180 mil, exceto para o presidente, que tem direito a R$ 240 mil ao ano.

Dois pesos, duas medidas

A propósito, na sessão em que o fim da verba indenizatória foi extinta na Câmara Municipal de Belo Horizonte, na última sexta-feira, alguns vereadores desafiaram os deputados estaduais a também alterar o modelo indenizatório na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O presidente da Câmara, Wellington Magalhães (PTN), foi então rapidamente ao microfone para dizer que as instituições são independentes e que cada uma delas sabe o que faz. Por acaso, Magalhães é irmão da deputada Arlete Magalhães (PTN), que ocupa pela primeira vez uma cadeira na Assembleia e, por isso, terá direito à verba. A atual composição ALMG parece estar em linha contrária. Além da verba indenizatória ser mantida, ainda ampliou o auxílio-moradia.

FOTO: L'OSSERVATORE ROMANO
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Ricardo Lewandowski

Encontro. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, se reuniu nesta quarta com o papa Francisco no Vaticano. O convite partiu do religioso. Lewandowski está na Itália nesta semana e, na terça-feira, encontrou-se com o vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura italiano, órgão semelhante ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do Brasil, que também é presidido pelo chefe do STF.

6,3% DOS INVESTIMENTOS FEDERAIS estão nas mãos de 23 empresas investigadas na operação Lava Jato da Polícia Federal, segundo o Contas Abertas

Câmara Federal. Serão definidos na próxima semana os presidentes das 22 comissões permanentes da Câmara dos Deputados. A discussão se dará em reunião do Colégio de Líderes no próximo dia 26. As indicações se darão a partir do critério da proporcionalidade dos blocos formados no dia da posse (1º de fevereiro).

Preocupação

O vereador Leonardo Mattos (PV) deixa claro que os vereadores não confiam uns nos outros. Ao comentar licitações para fornecedores para aluguel de carros, gráfica e combustível, não economiza. “Vão aumentar a burocracia e a disputa entre os vereadores. A minha preocupação é ter uma seleção do ‘grupo dos amigos’. A execução e a aplicação da licitação serão difíceis. O desafio será solucionar com agilidade, diferença de tratamento e atendimento de qualidade. Vamos ter que aprender a conviver com a burocracia, mas é melhor que o Ministério Público no nosso encalço”.

Resposta

Após o Aparte publicar que, apesar da limitação de férias-prêmio em um mês, teriam sido autorizadas no “Minas Gerais” períodos de três meses para algumas pessoas,<CW-19> a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do governo de Minas enviou nota à coluna para explicar que “a publicação do benefício no jornal ‘Minas Gerais’ refere-se à concessão de férias-prêmio e não à autorização para o seu gozo. Para gozar férias-prêmio é necessária, inicialmente, publicação de ato no ‘Diário Oficial’, o que, portanto, autoriza o servidor a tirá-las. Essa concessão não implica a autorização para seu gozo”.

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