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Deputado quer transformar em hediondo crime de ‘cristofobia’

Pelo Facebook, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) refutou as críticas feitas às representações religiosas na Parada Gay

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PUBLICADO EM 10/06/15 - 03h00

A tradicional Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que lota as avenidas da capital paulista desde 1997 e recebe, todo ano, milhões de ativistas e simpatizantes, ganhou ares ainda mais polêmicos neste ano. No último domingo, quando foi realizada a manifestação de 2015, entidades religiosas se sentiram ofendidas com mensagens e reproduções artísticas que remetem ao cenário cristão – uma transexual foi crucificada, por exemplo.

Não bastasse a polêmica que foi gerada nas redes sociais, o deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF) resolveu ir além. Na segunda, protocolou na Câmara, em Brasília, um projeto de lei que tipifica como crime hediondo o “ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo”. A pena para o ato seria de quatro a oito anos de prisão, além de multa.

Em conversa com o Aparte, Rogério Rosso explicou suas motivações para a criação do projeto. “Tenho respeito pela democracia e por todas as opções sexuais dos cidadãos, mas manifestações de zombaria contra objetos religiosos e contra o cristianismo não podem ser aceitas. A manifestação de domingo foi o grande motivador, aquilo que fizeram precisa ser abominado”, disse o parlamentar, que é católico.

“Intolerância gera desagregação na sociedade, e zombaria com objetos religiosos é pura intolerância religiosa. Temos visto muitas cenas desse tipo de desrespeito. Cenas de cristofobia”, completa. Rosso se diz confiante para a aprovação da proposta no Congresso e afirma que confia no presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Ele é um cristão que respeita a liberdade, além de ser um homem correto. Acredito que ajudará, sim, a enfrentar esse problema”.

Pelo Facebook, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) refutou as críticas feitas às representações religiosas na Parada Gay. Para ele, o motivo da revolta se dá única e exclusivamente porque a cena foi protagonizada por movimentos LGBT, e que a revolta tem sido estimulada “por lideranças político-religiosas oportunistas, demagógicas e intelectualmente desonestas – tem, portanto, o objetivo claro de difamar lésbicas, gays, bissexuais e transexuais por meio da manipulação dos preconceitos anti-homossexuais históricos ainda arraigados no coração e na mente da maioria da população”.

A modelo transexual Viviany Beleboni, 26, que foi “crucificada” durante a parada, disse ter recebido ligações incomuns e ameaças de morte.

Cedidos

Diversos servidores da Prefeitura de Belo Horizonte estão sendo cedidos para trabalhar em órgãos do governo de Minas. Na segunda-feira, a cessão dos funcionários à administração estadual, assinada pelo prefeito Marcio Lacerda, foi publicada no “Diário Oficial do Município”. Chama a atenção o número de servidores que foram colocados nos cargos durante a gestão Fernando Pimentel na PBH – e que, agora, trabalharão novamente para o petista. Um nome, em particular, se destaca. É o de Chiquinho Maciel, que foi candidato a deputado estadual pelo PT e virou sensação nas propagandas eleitorais ao atacar o tucano Pimenta da Veiga. Ele, que obteve menos de 2.000 votos, trabalhará, agora, no Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

De carro novo

Desde abril com um novo contrato para o fornecimento de carros e motoristas, a Câmara Municipal de Belo Horizonte ainda não devolveu à prefeitura da capital os veículos que eram utilizados antes. De acordo com a Casa Legislativa, os sete carros que serviam como veículos oficiais já estão em “processo formal para retornar ao Executivo”. Para realizar a troca de carros, a Câmara fez adesão à ata de registro de preços de uma licitação realizada pela Câmara de Ouro Preto. Com o novo contrato, a Casa terá um gasto de R$ 48,5 mil por mês para contar com os serviços de manutenção, aluguel de sete veículos, contratação de motoristas e abastecimento. O valor global do contrato é de R$ 390.723,76.

FOTO: Waldemir Barreto /AgÊncia Senado
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Magno Malta (PR-ES)

Discurso. Quem também tratou da polêmica nesta terça no Congresso foi o senador Magno Malta (PR-ES). Com posições reconhecidamente radicais sobre o assunto, o parlamentar levou imagens que, segundo ele, provam o conteúdo ofensivo ao cristianismo no evento LGBT.

R$ 50 mil É O VALOR que a Câmara dos Deputados reservou para comprar novas cadeiras para a copa. Com os recursos será possível comprar 432 unidades na cor branca.

Conferência em Vitória

Começa nesta quarta, em Vitória, a XIX Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais. A mobilização, que contará com a presença de diversos deputados estaduais e federais, ministros e personalidades do mercado e da sociedade, tem como mote a “defesa dos interesses dos Estados, o fortalecimento da democracia e o aperfeiçoamento das ações do Poder Legislativo”. Dezenas de parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) estarão presentes na conferência, que acontece até a próxima sexta-feira.

Nada contra

O deputado federal Lincoln Portela (PR) entrou em contato para dizer que não é completamente contra a proposta de redução da maioridade penal. Embora a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171 tenha uma previsão de reduzir de forma linear a maioridade de 18 para 16 anos, Portela diz ser favorável à mudança em alguns casos. “Sou a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos. O menor precisa ter a mesma punição que um adulto, mas em um sistema carcerário diferente, um modelo que mais se assemelha à Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac)”, diz.

Rádio Super

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