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Inaugurada, Sala Minas Gerais não tem alvará dos bombeiros

Após ser questionada pela coluna, a corporação encaminhou o caso para uma solução

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PUBLICADO EM 03/03/15 - 03h00

A Sala Minas Gerais, construída pela gestão anterior do governo de Minas e inaugurada na última sexta-feira, não tem alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros. A nova casa de concertos do Estado, gerida pelo Instituto Filarmônica, faz parte do Centro de Cultura Presidente Itamar Franco. Com recursos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), a obra estava estimada em R$ 215 milhões, mas estourou o orçamento e beirou R$ 300 milhões.

Procurado pelo Aparte, o Corpo de Bombeiros informou que “a Sala Minas Gerais já entrou com o processo de prevenção e combate a incêndio e pânico no Centro de Atividades Técnicas. O projeto foi aprovado, mas não houve, ainda, solicitação de vistoria final para a emissão do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB)”.

Após ser questionada pela coluna, a corporação encaminhou o caso para uma solução. “Após esta informação, levamos esta demanda para a Companhia de Prevenção do 1º Batalhão de Bombeiros Militar (1º BBM) para possível fiscalização”.

Segundo a corporação, por ser um estabelecimento público, não cabe vistoria de fiscalização, e sim de orientação. “A unidade responsável pela área já foi informada e irá providenciar a vistoria de orientação”.

De acordo com uma fonte da coluna no governo de Minas, a inauguração, mesmo sem alvará, se deu por decisão do Instituto Filarmônica. Oficialmente, no entanto, o Estado diz, por meio da Secretaria de Cultura, que “o alvará definitivo só será outorgado após a entrega de toda a obra do Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, pela construtora responsável, à Codemig”.

“Por isso, foi expedido pela Secretaria Municipal Adjunta de Regulação Urbana de Belo Horizonte um alvará de localização e funcionamento provisório, referente à Sala Minas Gerais, com prazo de 180 dias de validade. Para a realização dos primeiros concertos da programação de 2015, o Instituto Cultural Filarmônica (ICF) vem solicitando, concerto a concerto, uma Licença de Eventos junto à regional Centro-Sul – autorização que implica na contratação, pelo ICF, de uma brigada de bombeiros para atender as questões de segurança do local”.

Responsável pela gestão do espaço, o Instituto Filarmônica deu explicação semelhante e afirmou que o alvará provisório garante o funcionamento do espaço até que as obras do Centro de Cultura sejam concluídas.

Reação comunista
Como o Aparte noticiou durante a última semana, a nova aliança entre o PT e o PCdoB em Contagem não agradou a parte da sigla que saiu derrotada das eleições municipais de 2012. Mas os petistas não são os únicos insatisfeitos com a união celebrada sob as bênçãos dos diretórios estaduais. Membros do partido comunista vêm se indagando sobre a fatura: o que o PT vai querer em troca? O temor, de acordo com um interlocutor do PCdoB ouvido pela coluna, é que os ex-opositores interfiram cada vez mais na administração do município, fazendo com que a legenda “perca o controle” dos rumos da cidade. As rusgas da corrida eleitoral permanecem por toda a parte após os dois partidos duelarem no segundo turno da disputa.

Na defensiva
Preocupado com a repercussão da concessão de passagens a mulheres de deputados, antes do anúncio de que a Casa pode rever a decisão, o deputado federal Reginaldo Lopes correu para enviar mensagens aos seus eleitores informando que “não usou e não vai usar” o expediente. Diante da repercussão negativa da notícia, a mensagem foi enviada por celular apenas após o PT decidir abrir mão do benefício. Na nota, Reginaldo Lopes ainda criticou a decisão da Mesa Diretora. “Repudio a maneira como a decisão vem sendo abordada, como se fosse um desejo das mulheres e como se apenas elas fossem se beneficiar. O que as mulheres querem na política é paridade na representação do Congresso Nacional, e não passagem aérea”, criticou o deputado.
 

FOTO: LINCON ZARBIETTI
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Adalclever Lopes (segundo à direita na foto)

Encontro. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (segundo à direita na foto) visitou nesta segunda a sede da Sempre Editora, que edita o jornal O TEMPO. Ele estava acompanhado do líder do governo na ALMG, Durval Ângelo (PT), e do deputado estadual Lafayette de Andrada (PSDB), que é vice-presidente da Casa. Os parlamentares foram recebidos pelo vice-presidente da empresa, Luiz Alberto de Castro Tito (direita).

22.611 ELEITORES estão com títulos eleitorais irregulares só em Belo Horizonte; o prazo para resolver o problema começou nesta segunda e vai até o dia 4 de maio

Tudo azul. Mesmo em tempos de crise, o governo segue gastando com regalias aos ocupantes de cargos pelo país. Levantamento da ONG Contas Abertas mostra que serão investidos R$ 7.800 apenas na limpeza das duas piscinas do Palácio do Jaburu, casa onde mora o vice-presidente Michel Temer e sua mulher Marcela.

De olho
Minas Gerais tem apenas um representante entre os titulares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Petrobras. É o deputado Júlio Delgado (PSB). O Estado ainda pode ser representado pelos suplentes Aelton Freitas (PR) e Eros Biondini (PTB). No entanto, mesmo quem não é membro do colegiado anda de olho na situação. Caio Narcio (PSDB), Domingos Sávio (PSDB), Newton Cardoso Jr. (PMDB), Odelmo Leão (PP) e Subtenente Gonzaga (PDT) marcaram presença na sala de reuniões no primeiro dia de trabalhos do grupo, na semana passada.

Ruim de vídeo
Após o programa eleitoral de rádio e televisão do PMDB, exibido na quinta-feira da semana passada, ficou nítido que o atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não obstante a carreira política de sucesso, terá que desenvolver a habilidade de falar diante das câmeras se quiser sonhar com voos mais altos no Executivo. Olhando no vazio enquanto lia um teleprompter, parecia até estar usando a câmera errada. Houve até quem dissesse que, enfim, o PMDB conseguiu alguém pior que a presidente Dilma Rousseff (PT) na TV.

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