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Presidente da AMM propõe pagar manifestantes: ‘Já fiz’ 

Para ele, quem está na frente desses protestos e enfrenta a polícia durante os atos contra o aumento das passagens são pessoas pagas

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PUBLICADO EM 10/02/16 - 03h00

O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Antônio Júlio (PMDB), prefeito de Pará de Minas, propôs que os protestos feitos pelos gestores municipais para reivindicar ações e verbas do governo federal usem manifestantes pagos. “Já usei gente paga para fazer manifestação, todo mundo faz”, afirmou.

O peemedebista alegou que existem agências especializadas em fornecer manifestantes de acordo com a necessidade dos contratantes. “Se precisar de criança, eles arrumam, se precisar de velho ou de pobre, tem também”, disse.

Na visão de Antônio Júlio, os protestos que dão resultado são os que causam confusão. “Manifestação pacífica não dá ibope”, cravou. Como exemplo da efetividade dos protestos com confrontos, o presidente de AMM citou as atuações do movimento Passe Livre em São Paulo.

Para ele, quem está na frente desses protestos e enfrenta a polícia durante os atos contra o aumento das passagens são pessoas pagas. Ao completar sua argumentação, ele afirmou que o sangue dos manifestantes agredidos é falso, fruto do uso de “produtos químicos”.

Para exemplificar a importância de protestos mais radicalizados, Antônio Júlio relatou que, em determinada ocasião, fechou a BR–262, em uma sexta-feira de véspera de Carnaval, para reivindicar melhorias na estrada. O efeito teria sido rápido: 90 dias depois o governo já havia iniciado as obras de recuperação.

Posteriomente Antônio Júlio relatou que, para esse protesto, contou com manifestantes pagos. “Quem estava lá mesmo era só eu e mais uns quatro”, gabou-se.

O peemedebista também contou que, no ano passado, estava organizando com vários prefeitos, uma paralisação conjunta de estradas, reivindicando mais verbas para os municípios. Segundo ele, a mobilização estava agendada para o período mais crítico da tensão entre o PMDB e o PT devido ao impeachment e que, por isso, foi dissuadido a não levar o plano adiante.

Fred Costa x Uber

A luta contra o Uber, empunhada pelo deputado estadual Fred Costa (PEN), pode cobrar um preço inesperado. Em agosto, uma página de apoio ao aplicativo no Facebook postou uma imagem do parlamentar como o autor da lei que visa proibir o Uber em Minas. A mensagem lembra que deputado tem motorista particular pago com dinheiro público: “E nós não podemos ter motorista particular pago com nosso cartão de crédito”. A publicação foi recordista de likes na página, com 7.120 compartilhamentos e mais de 2.000 curtidas. Para completar, a página também divulgou que, em um único mês, o parlamentar usou R$ 6.647,29 com locação de veículos e combustível. Seis meses depois da publicação, a mensagem ainda gera repercussão na rede social.

Que dengue?

O prefeito da cidade de Cláudio, José Rodrigues Barroso de Araújo (PRTB-MG), mais conhecido como Zezinho do Zé do Juquinha, foi alvo de brincadeira entre seus pares no último encontro da Associação Mineira de Municípios (AMM). “Estou até com medo de chegar perto de você, lá em Cláudio tá todo mundo com dengue”, brincou um dos prefeitos, quando Zezinho entrou no espaço onde ocorria o evento. O surto de dengue que atinge a cidade havia sido divulgado na televisão horas antes. O próprio prefeito se surpreendeu com a informação. “É mesmo? Quantos casos eles falaram que estão tendo lá?”, respondeu Rodrigues. A reportagem em questão relatava que Cláudio já havia registrado quase 700 casos.

FOTO: INSTAGRAM / REPRODUção
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Festeiro. Longe da dura rotina do mensaleiro José Dirceu, que passa os dias se exercitando e devorando livros para abater a pena na prisão em Curitiba, seu filho mais velho, o deputado Zeca Dirceu, do PT-PR (agachado na foto), divide seu tempo entre praias paradisíacas da Califórnia e Santa Catarina. Na última semana, ele esteve entre a ferveção de camarotes vips no circuito Barra-Ondina, do badalado Carnaval de Salvador, e praias do “sul do mundo”, como descreveu em sua conta no Instagram, ao retornar de Salvador, no último domingo, depois de três dias de farra na “Baheeea”. Em sua conta no Twitter, Zeca Dirceu dá espaço para baladas e viagens e a propaganda de seu mandato.

R$ 56 mi É o valor que o Planalto gastou em 2015 com as despesas feitas com os “cartões de pagamentos do governo federal”, uma espécie de cartão de crédito do governo.

Certame barrado I

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) suspendeu uma licitação da Empresa Municipal de Transporte e Trânsito (Transbetim) e uma concorrência pública da Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (Transcon), de Contagem, ambas para contratação de empresas especializadas em serviços de gestão de tráfego. De acordo com os votos, as suspensões dos editais se justificam por existirem irregularidades que foram verificadas por meio da análise de denúncia feita no órgão. No processo de Contagem (nº 932.411), foram detectadas várias falhas.

Certame barrado II

As licitações têm como objetivo contratar “empresa por meio da utilização de soluções integradas de fiscalização e análise de tráfego em vias urbanas, incluindo o fornecimento dos equipamentos, dos softwares e dos sistemas de informática e todo o suporte necessário para o apoio ao processamento das imagens”. Os responsáveis pelas licitações deverão apresentar, no mesmo prazo, cópia integral do processo, nas fases interna e externa, da concorrência pública nº 03/2015. Deverão informar, ainda, a situação atual da concorrência pública nº 01/2014. O descumprimento da determinação implicará em multa.

Rádio Super

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