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Comissão de Ética ignorou indícios contra Pimentel

Órgão não cobrou explicações a ministro sobre serviços supostamente prestados à Eta Bebidas

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Pimentel disse que todas as informações foram enviadas à comissão
PUBLICADO EM 20/10/13 - 04h00

Brasília e São Paulo. Os membros da Comissão de Ética da Presidência não cobraram explicações do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, sobre uma das consultorias supostamente prestadas por ele antes de assumir o cargo no governo. Órgão vinculado à Presidência, a comissão ignorou páginas do processo que tratam de serviços de R$ 130 mil à Eta Bebidas, que, à época, chegou a negar a contratação de Pimentel.

Os indícios de fraude foram relatados no procedimento na comissão, obtido pelo jornal “O Globo” com base na Lei de Acesso. Documento feito pela defesa do ministro mencionou só notas sobre serviços supostamente prestados à Fiemg, à Convap e à QA Consulting.

A Comissão de Ética arquivou o processo em outubro de 2012, apesar de manifestação contrária do conselheiro Fábio Coutinho. Ele foi substituído por Dilma antes de uma decisão sobre o caso. Coutinho defendeu a aplicação de pelo menos uma advertência ao ministro.

O conselheiro foi substituído por Mauro Marques. Ele disse não ter analisado o caso da Eta Bebidas pelo fato de não ter sido textualmente citado pelos parlamentares Duarte Nogueira e Álvaro Dias na representação que originou o processo.

Fiemg. Os documentos do processo também mostram por que o então presidente da Fiemg, Robson Andrade, sustentou, a versão falsa de que Pimentel teria feito palestras em unidades da Fiemg, para justificar pagamentos de quase R$ 1 milhão.

Ao descrever as atividades do ministro à comissão, a defesa ignorou o contrato e afirmou que a consultoria teria sido direcionada a Olavo Machado e Robson Andrade, então à frente do Ciemg e da Fiemg.

Mauro Marques desconsiderou a contradição. Acolheu a tese da defesa, afirmando que o objetivo da consultoria era “prestar assessoramento de alto nível à cúpula da Federação”.

Questionado sobre os novos fatos, Pimentel disse que “as informações solicitadas foram encaminhadas à Comissão de Ética”, que “arquivou o processo”.

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