Recuperar Senha
Fechar
Entrar

El Toro Fuerte

A força e o afeto de um touro criado ‘no quintal de casa’

Revelação de 2016, banda mineira lança segundo disco, que adiciona novos elementos à fórmula

Enviar por e-mail
Imprimir
Aumentar letra
Diminur letra
Capturar.JPG
Crescimento. Banda representante do chamado “rock triste”, El Toro anseia voos maiores em 2019
PUBLICADO EM 12/02/19 - 03h00

Há três anos, a banda El Toro Fuerte causava um burburinho na cena musical brasileira com o lançamento de seu primeiro disco, “Um Tempo Lindo pra Estar Vivo” (2016). Rapidamente, o grupo foi alçado ao status de grande sensação do math/indie rock nacional, impulsionado ainda por shows e participações em festivais de São Paulo, Goiás e Nordeste.

Foi só depois disso que começou a brotar uma gama de fãs em Minas Gerais. O que muitos deles talvez não soubessem é que aquele “touro” havia sido criado no “quintal de casa”, em Belo Horizonte.

“É curiosa essa questão de sermos conhecidos mais em outros Estados do que em Minas. Isso realmente acontece com outras bandas. Tocamos em festivais como o Bananada (GO) e a XXXbórnia (SP). Também fomos para o Nordeste, onde somos muito queridos”, ressalta o baixista, guitarrista e vocalista Diego Soares.

Completado por Gabriel Martins (bateria), João Carvalho (vocais, guitarra e baixo) e Fábio de Carvalho (guitarra, baixo e vocais), o El Toro Fuerte deu à luz, neste início de ano, seu segundo rebento, “Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos”, visando ampliar seu público dentro e fora do Estado – e pleiteando ainda excursões a outros países.

“Queríamos lançar este disco logo no ano seguinte ao do primeiro, mas a quantidade de shows que tivemos impossibilitou isso (risos). O tempo passou, a nossa expectativa foi só aumentando, o Fábio de Carvalho foi efetivado como membro da banda, e então em 2018 gravamos o álbum, que saiu agora”, relata Soares, que aponta as diferenças entre os processos de concepção dos dois trabalhos.

“O primeiro disco foi feito totalmente em casa, nós o gravamos em menos de uma semana. Confiávamos nas músicas, mas gravamos tudo de forma muito independente, amadora mesmo. Começamos a gravar o segundo álbum em fevereiro de 2018, e o processo durou efetivamente oito ou nove meses, contando gravação, mixagem, masterização e produção. Contamos com novos equipamentos. O processo foi mais complexo, por assim dizer”, pondera o músico.

O nome do mais recente play reflete as experiências vivenciadas nesses últimos três anos. “Viajamos para vários lugares, conhecemos muita gente. E chamamos amigos nossos para colaborar com a gente”, diz ele, referindo-se às participações de Nicole Patrício (piano e foz em “Casinha”), Laura Vilela (voz em “Nos Seus Movimentos”) e Raquel Batista (segunda voz em “Santa Mônica”).

Musicalmente falando, o novo disco “mantém a aura do primeiro”, como destaca Soares, embora haja novos elementos em sua fórmula, antes “restrita” a indie, math e MPB. “Há algo de eletrônico e uma influência do rap, tem uma faceta mais pop também. Colocamos isso em batidas e levadas”, situa.

 

Álbum é ‘alento’ em meio a tempos difíceis, diz Soares

No que diz respeito às letras das 13 faixas que compõem “Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos”, cinco são de autoria de João Carvalho, cinco de Fábio de Carvalho e três de Diego Soares. “Cada um faz uma letra sozinho, mas a música é feita em conjunto. O compositor de uma faixa é também o cantor dela”, ressalta Soares.

“Afeto”, “amizade” e “relacionamentos” são palavras-chave no conteúdo lírico que o ouvinte vai encontrar no álbum. Uma espécie de “alento”, como rotula Soares, em meio a várias situações negativas, enfatiza ele.

“Estamos vivendo tempos difíceis. Houve agora a tragédia em Brumadinho. Teve a de Mariana há três anos. Um tempo triste que estamos vivendo. Desde 2016 o povo só está apanhando, e continua com esse novo governo”, desabafa.

“Nossos Amigos e os Lugares que Visitamos”, segundo disco dos mineiros do El Toro Fuerte, possui 13 faixas, calcadas no math/indie rock, mas com elementos que flertam com o rap, a música eletrônica e a psicodelia

O que achou deste artigo?
Fechar

El Toro Fuerte

A força e o afeto de um touro criado ‘no quintal de casa’
Caracteres restantes: 300
* Estes campos são de preenchimento obrigatório
Enviar Comentário

Li e aceito os termos de utilização
Compartilhar usando o Facebook
ou conecte-se com

ATENÇÃO

Cadastre-se para poder comentar

Comentar com Facebook Comentar com Twitter