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Cinema

Batalhas pessoais dentro e fora dos ringues

'Creed II' tem roteiro que humaniza ainda mais o já lendário personagem Rocky Balboa

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Sylvester Stallone e Michal B. Jordan em cena de “Creed II”
PUBLICADO EM 24/01/19 - 03h00

“Pelo que você está lutando?”. Uma das frases que norteiam a saga “Creed”, que estreia sua segunda parte – “Creed II” – nos cinemas nesta quinta-feira (24), dá a dinâmica de um roteiro que humaniza ainda mais o já lendário Rocky Balboa, personagem interpretado por Sylvester Stallone desde os anos 70. Na continuação da jornada de Rocky como mentor de Adonis Creed (Michael B. Jordan), os diálogos caminham para além do ringue e colocam em choque as relações familiares e pessoais que unem os protagonistas desde a tragédia relatada em “Rocky IV”, de 1985, quando Apollo é morto durante combate pelo astro soviético Ivan Drago (Dolph Lundgren).

Os clichês de superação não fogem da produção, mas o cuidado do diretor Steven Caple Jr. (“The Land”, “Class”) e seus roteiristas, dentre eles o próprio Stallone, com a construção dos fatos faz com que o público acompanhe com apreensão o desdobrar de cada parte da história e compreenda que há muito em jogo para cada personagem.

A história se dá quando Adonis atinge o estrelato ao conquistar o título mundial dos pesos pesados. Porém, o cinturão para ele não é o bastante a partir do momento que Ivan Drago e seu filho Viktor (Florian Munteanu) surgem dos escombros da Ucrânia para desafiá-lo, rememorando a morte trágica de Apollo Creed.

O protagonista da história então se depara com uma luta moral entre o mundo perfeito que desfruta ao lado da namorada Bianca (Tessa Thompson), a quem pede em casamento, e o fardo de querer vingar a morte do pai dentro do ringue desafiando o filho de Ivan Drago.

Essa batalha mental traz reflexos profundos no enredo do filme, impondo a maior provação na relação entre Adonis e Rocky, além de colocar o jovem pugilista em conflito com os que mais ama.

O contexto histórico da Guerra Fria, que dá vida ao primeiro duelo entre Rocky e Drago, já não existe, mas um dos pontos altos do filme é o reencontro dos dois personagens, colocando frente a frente a realidade de um ídolo absoluto e um ex-atleta que perdeu tudo depois da derrota de 30 anos atrás, inclusive sua própria família e o apreço de todo um país.

Não é só Rocky quem adquire um caráter paternal e de pura sapiência. O desenvolver da história permite até que o espectador não alimente um ranço total dos Dragos, como em “Rocky IV”, mesmo que eles sejam os claros antagonistas e possuam atitudes questionáveis.

A sequência de lutas do filme eleva a tensão imposta pelo roteiro, mas é um complemento frente às múltiplas histórias que cercam “Creed II”. A trocação da vida real se impõe ante a truculência dos cruzados, jabs e diretos, e prova que, como diz o velho e bom Rocky, “ninguém baterá tão forte quanto a vida. Porém, não se trata de quão forte pode bater, se trata de quão forte pode ser atingido e continuar seguindo em frente”.

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