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As cidades históricas sob o olhar de Marcelo Lelis

Artista plástico registra em aquarelas e contos peculiaridades de cinco municípios do Circuito do Ouro; lançamento da obra hoje terá exposição.

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PUBLICADO EM 20/06/06 - 00h01

As ruas, igrejas, monumentos e histórias de cinco cidades históricas de Minas Gerais foram a fonte de observação do ilustrador Marcelo Lelis para a concepção do livro "Cidades do Ouro", que integra a série "Cidades Ilustradas", em seu sexto volume.

O lançamento da publicação acontece simultaneamente com a abertura de exposição homônima, de curadoria do artista plástico Roberto Bethônico Figueiredo, com ilustrações e textos que remetem ao livro. O artista viajou por 15 dias entre Ouro Preto, Diamantina, Tiradentes, São João del Rei e Congonhas.

"Primeiro você entra nesses lugares com os olhos de escritor e de ilustrador, um olhar de crítica e curiosidade de descobrir o que não é óbvio. No livro, em todas as cenas praticamente, há a figura do turista, que faz verdadeiras romarias percorrendo as cidades. Em todas elas encontrava os mesmos franceses altos, as mulheres gordas e brancas, mas muito interessadas no que a gente tem", explica Lelis.

"Os contos trazem à tona personagens escondidos que tiveram suas vidas dramatizadas, com bastante invenção, para construir uma história". Entre os personagens, figuram desde a tradicional Dona Olympia, de Ouro Preto, até a lenda de um burro de carga que trouxe uma imagem sacra no lombo.

"Tive a liberdade de criar uma história que fosse minha. Os personagens e as cidades funcionam como pretexto, como peças a serem dramatizadas", explica o ilustrador.

Com 30 ilustrações em aquarela e textos bem-humorados do artista, a publicação da Editora Casa 21, do Rio de Janeiro, faz parte de um projeto editorial cujo tema central são as principais cidades brasileiras, vistas por meio da arte de desenhistas nacionais e internacionais.

O perfil permite a liberdade artística em lugar da objetividade documental. "A intenção não era retratar fielmente, tipo cartão-postal. Os monumentos históricos ficam como pano de fundo, as histórias, em primeiro plano. O registro não é documental, está mais para a caricatura", afirma.

A técnica da aquarela foi escolhida por propor ao artista algum desafio. "A aquarela me dá a possibilidade de ir no limite de onde a minha destreza manual alcança. Eu não consigo um efeito maior do que a minha habilidade permite. Gosto da aquarela porque nela não tem meio termo, não tem volta, não é possível dar um passo atrás", garante.

AGENDA " Lançamento do livro e abertura da exposição "Cidades do Ouro", no Centro Cultural e Turístico do Sistema Fiemg (praça Tiradentes, 4, centro, Ouro Preto, 31 3551-5220), hoje, às 19h, somente para convidados. Visitação de amanhã ao dia 3 de julho, das 9h às 19h. Entrada franca.

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