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“É Tempo de Sorte”

As novas delicadezas de Roberta Campos 

Quarto álbum da compositora mineira tem participações de Marcelo Jeneci e Camelo

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Autoral. Roberta Campos assina as 12 canções do disco, que teve produção a cargo de Rafael Ramos
PUBLICADO EM 12/10/15 - 03h00

Certa de que está entre as hitmakers radiofônicas mais queridinhas do movimento indie brazuca chamado de neo-MPB, mesmo sem fazer tanto estardalhaço em cima disso, Roberta Campos parece não ter tido problemas com a entressafra de dois anos sem disco novo. “Todo Caminho É Sorte” (DeckDisc), quarto álbum da cantora mineira, sacia a espera por novos singles, mas, além disso, prova que o tempo só fez bem à veia autoral pop da artista.

Em 12 canções novas, Roberta Campos versa basicamente sobre amor e desamor – as mesmas questões que abordou em discos como “Para Aquelas Perguntas Tortas” (2008) e “Diário de Um Dia” (2012). Uma das principais diferenças do novo álbum para os antecessores, porém, é que a mão do produtor Rafael Ramos, normalmente associado a trabalhos pesados de Raimundos, Matanza e Titãs, conferiu uma suave mudança nas possibilidades sonoras de Roberta Campos, colocando seus característicos arranjos de violões em posições mais arrojadas e até experimentais.

Para esses efeitos, o maestro Otávio de Moraes foi convidado a arranjar cordas mais requintadas para canções como “Libélula”, enquanto Jota de Moraes inseriu o vibrafone em “No Tempo Certo das Horas”. Apesar disso, é o violão pop de Roberta Campos que conduz a maioria das canções, a exemplo dos singles “Ensaio Sobre o Amor”, “Pra Morrer de Amor” e “Cirandar” – esta última, interpretada em violão solo da artista.

Entre as participações, “Amiúde”, dividida com Marcelo Camelo e com participação de Marcelo Jeneci, que toca piano, cravo, órgão e synths, preenche a calmaria inerente da voz de Roberta Campos com detalhes minimalistas de delicadeza, em um dos arranjos mais encorpados e certeiros de todo o disco. A outra parceria, “Abrigo”, é uma letra terminada por Fernanda Takai, mas cantada apenas por Roberta Campos no disco, inserindo a cantora em um hall mais amplo de parceiros – que, até o momento, contava com Nando Reis como principal colaborador de suas poesias, a exemplo dos sucessos passados “De Janeiro a Janeiro” e “Pra Você Guardei o Amor”.

Mais uma vez com boas letras e arranjos solares que devem ser aproveitados à exaustão pelas novelas e pela programação das rádios brasileiras, Roberta Campos não apresenta um disco excepcional ou destoante de sua até agora regular e competente discografia. E, sim, parece dar seguimento a um cancioneiro simples e ao mesmo tempo muito rico.

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