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Braz Chediak sai do exílio voluntário

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PUBLICADO EM 31/10/05 - 22h53

SÃO PAULO " O objetivo da série da Coleção Aplauso, iniciativa da Imprensa Oficial, é "resgatar a memória da cultura nacional, biografando atores, atrizes e diretores que compõem a cena brasileira nas áreas do cinema, do teatro e da televisão."

Ainda que o texto de apresentação diga isso, alguns livros passam longe de um trabalho de resgate. Fernando Meirelles está muito vivo nas nossas lembranças " acaba de lançar seu primeiro filme em língua inglesa, "O Jardineiro Fiel" " e já tem sua curta trajetória cinematográfica devidamente registrada na série.

Não que o incensado diretor de "Cidade de Deus" não mereça ser retratado, mas é que há outros lançamentos da coleção que merecem mais o tratamento de resgate. É o caso de "Braz Chediak - Fragmentos de uma Vida", do jornalista Sérgio Rodrigues Reis.

Diretor de 12 longas-metragens e vários roteiros, Chediak está afastado do cinema há mais de 20 anos, desde 1981, quando fez "Perdoa-me por me Traíres".

Na semana passada, saiu de seu exílio voluntário em Três Corações, no Sul de Minas, sua terra natal, para participar da noite de autógrafos de sua biografia, durante a 29ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, evento que reuniu 30 lançamentos simultâneos da coleção.

Perfil
Tímido, mas muito simpático, falou logo de cara que não pretende voltar a filmar. "Tenho outras coisas a que me dedicar", disse. A principal delas são os projetos que criou em Três Corações, junto a crianças carentes, entre dez e 16 anos.

"O Pedalarte ensina teatro e o Tocarte, música. Mas eles têm aula de português e matemática. Tem desde a formação cultural até tratamento médico e dentário", explica o cineasta. Ele conta que os projetos funcionam num ex-restaurante de sua propriedade, que fica embaixo de seu apartamento.

Ou seja, sua casa virou uma extensão da escola e sua vasta biblioteca, o local preferido onde os jovens vão se alimentar de cultura. "Eles chegaram a organizar a minha biblioteca", conta com orgulho.

Com apoio da prefeitura da cidade e da empresa Total Alimentos, o Pedalarte e o Tocarte querem, segundo Chediak, fazer as crianças despertarem para a vida através da arte. E ele não poderia ser melhor exemplo. Além da experiência como diretor de cinema e roteirista, Chediak lê um livro por dia, uma rotina que já dura muitos anos.

As crianças são, sim, a prioridade de Chediak, mas ele também tem se dedicado a escrever. Tem pronto um romance, mas não pretende publicá-lo. Está reunindo contos para um futuro lançamento. Temas urbanos, como a violência, lhe interessam.

"Creio que a violência precisa ser estudada, analisada, mostrada", diz. Outro assunto que quer tratar é a velhice. "Estou refletindo sobre isso porque estou neste momento", diz. "E não tenho grilo nenhum (com a velhice). Acho importante ter chegado nessa idade, com a vida que eu levei. Fui muito boêmio", conta ele, aos 63 anos.

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