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Enredo é ponto alto do longa

'Han Solo: Uma História Star Wars' cria situações que agrada, como o primeiro encontro de Han com Chewbacca

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Bastidor. Chewbacca (Joonas Suotamo), Beckett (Woody Harrelson) e Han (Alden Ehrenreich) em cena
PUBLICADO EM 24/05/18 - 03h00

São Paulo. Tinha tudo para dar errado. A ideia de criar uma juventude para um dos personagens mais adorados do cinema moderno corria o risco de ser rechaçada pelos fãs de Star Wars. Mas, surpresa, é preciso ser muito ranzinza para não gostar de “Han Solo”. Muitos ainda vão chiar. Porque Alden Ehrenreich não é Harrison Ford. Porque o filme não tem uma lutazinha de sabre de luz. Porque a palavra jedi não é pronunciada.

Ford era praticamente um ator desconhecido quando foi escalado para o primeiro “Star Wars”, de 1977. Ehrenreich é tão desconhecido quanto era seu antecessor, e sua tarefa é bem mais difícil. Mas se esforça: fala com a mesma entonação de Ford e emula os sorrisos que conquistaram gerações. Se a carreira dele vai dar certo é outra coisa, mas passou no teste.

O enredo é o ponto alto, criando situações que teriam contribuído para forjar o caráter duvidoso do contrabandista espacial transformado em herói pelas circunstâncias. Comparado à saga, “Han Solo” não é nada espetacular visualmente, mas tem cenas que atendem às expectativas dos fãs. O esperado primeiro encontro de Han e seu parceiro Chewbacca é muito divertido.

Os personagens secundários ganharam um bom elenco. Quem rouba as cenas é Woody Harrelson, como Beckett, mercenário que encaminha o jovem Solo na carreira de larápio. Na falta de um mestre jedi no enredo, responde por conselhos e tiradas filosóficas. Paul Bettany faz de Dryden Vos um vilão intenso, enquanto o talentoso Donald Glover, da série “Atlanta”, vai bem como o charmoso e perigoso Lando Calrissian. Este, ao lado de Solo e Chewie, vem da trilogia inicial de “Star Wars”.

O ponto fraco é Emilia Clarke (Qìra). Ganhou a vaga pelo sucesso como Daenerys Targaryen em “Game of Thrones”, mas desperdiça sua chance num potencial blockbuster. Não dá personalidade a personagem que tem estofo, passando de namoradinha de Solo a figura crucial na trama. Em comparação com “Rogue One” (2016), o outro spin-off de “Star Wars”, este leva a vantagem imbatível de contar com Chewbacca. O pequinês gigante antropomórfico é uma das criaturas mais irresistíveis do cinema. Não por acaso, sobreviveu até o nono filme da saga.

Como era esperado, “Han Solo” termina dando todas as evidências de que uma continuação chegará logo aos cinemas. Uma trilogia, talvez?

Serviço

“HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS”

Produção: EUA, 2018.

Classficação: 12 anos.

Direção: Ron Howard.

Elenco: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke.

Quando: Estreia nesta quinta (24).

Avaliação: Muito bom.

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