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Filipe Catto se desvenda em álbum confessional

Gaúcho prova que é um dos mais poderosos cantores da atualidade em 'Tomada', seu segundo CD  

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PUBLICADO EM 15/09/15 - 15h45

Tomada de decisões, de atitudes, de posições. Tomada que eletrifica, que acende, que dá vida. São várias as interpretações possíveis para o título do segundo disco de estúdio de Filipe Catto, lançado na última semana pela Natura Musical. O recheio do álbum, contudo, não abre muitas brechas para debate: incontestavelmente, trata-se de um disco primoroso e contundente, daqueles que marcam época. Assinado pelo requisitado produtor carioca Kassin, “Tomada” crava, de forma fulminante, o nome de Filipe Catto entre os mais poderosos cantores da música brasileira contemporânea.

“No disco, eu me posiciono muito sobre o momento presente da música, do mundo. Estamos precisando de uma certa presença de espírito e, quando pensei no repertório, foquei na coisa grandiosa, do cantar para fora”, explica o gaúcho em entrevista ao Magazine. “Não quis me referir ao passado, à nostalgia. É um álbum muito visceral, o que é raro hoje em dia, mas não é saudosista. As músicas dizem respeito a 2015, falam de relacionamento gay, de sufocamento político, de desafios da nossa geração. Um recorte do meu olhar sobre o que é ter 27 anos hoje”, reflete. 

Ao montar o repertório, Filipe Catto buscou músicas “diretas e poderosas” – que, como na foto da capa do álbum, buscam o contato “olho no olho”. “O disco nasceu de encontros, de uma sensação de que eu não estava sozinho. As parcerias com Moska e Pedro Luís, por exemplo, foram muito interessantes. Você entrega uma música para outra pessoa terminar e ela acaba virando outra, mas que também é sua. Eu só gravei canções que senti que foram feitas para a minha voz. A tomada vem disso, de afirmar a minha posição na música, que é de cantar e me comunicar”, explica.

Colaborações não faltam no álbum. Além de quatro canções compostas por Catto (como a arrebatadora “Dias e Noites”, que abre o disco), “Tomada” conta com contribuições do mineiro César Lacerda, do pernambucano Zé Manoel, do baiano Tiganá Santana, do carioca Fernando Temporão e do angolano José Eduardo Agualusa. Também integram o álbum regravações de “Partiu”, de Marina Lima (que toca violão na faixa); “Do Fundo do Coração”, da extinta Gang 90 & Absurdettes, com participação de Ava Rocha; e “Amor Mais Que Discreto”, de Caetano Veloso.

“À medida que as músicas foram chegando, o repertório se revelava. Muitos compositores me mandaram músicas inéditas, que me pegaram na hora. Todas elas são extremamente pessoais, apesar de não serem minhas. É o disco em que eu estou mais exposto como indivíduo. Minhas opiniões, minhas questões, minhas figuras. São músicas que me revelam tanto que, mais que isso, só se eu estivesse pelado”, brinca. “Eu não conseguiria ter encarado todas essas palavras sozinho. E são músicas que apareceram na minha vida de uma forma tão mágica e natural que eu jamais poderia me render à egotrip de ter só coisas minhas. É louco como esse é um disco de canções que me vestem e me colocam em contato com a minha geração e o meu papel, que é cantar”, finaliza.

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