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L7 pela primeira vez em BH

Banda feminina, contemporânea de Nirvana e Alice in Chains, é considerada uma das mais politizadas da cena grunge

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Atitude. Com as raízes fincadas na era pré-grunge e postura punk, o L7 se tornou ícone do rock feminista
PUBLICADO EM 06/12/18 - 03h00

Apontado como um dos expoentes do movimento grunge, que teve seu boom em Seattle, nos Estados Unidos, no início da década de 90, e do feminismo no rock, o grupo L7 dava seus primeiros passos antes mesmo das estreias de outros nomes daquela geração, como Nirvana, Alice in Chains e Pearl Jam.

Após mais de três décadas de história, seis discos de estúdio e 25 anos desde sua última turnê pelo Brasil, o grupo – nascido em 1985 em Los Angeles – se apresenta pela primeira vez em Belo Horizonte. Os goianos do Carne Doce, da vocalista Salma Jô, fazem o show de abertura.

“Nossas expectativas são humildes. Esperamos que as pessoas participem do show. E a julgar pela emoção dos posts no Facebook, vamos levar todo o rock’n’roll que pudermos”, afirma a guitarrista, vocalista e uma das fundadoras da banda Donita Sparks, em entrevista a O TEMPO. Completam o quarteto norte-americano Suzi Gardner (voz e guitarra), Jennifer Finch (baixo) e Demetra Dee Plakas (bateria).

Documentário. A última vez que o L7 esteve no Brasil foi no Hollywood Rock de 1993, em São Paulo, festival que teve em seu cast bandas como Nirvana, Alice in Chains e Red Hot Chili Peppers. “Foi uma loucura (o show do L7 naquele evento), os fãs eram calorosos, e nos divertimos bastante. Há muito sobre esse show no nosso documentário”, diz Donita, referindo-se ao filme “L7: Pretend We’re Dead” (2016), que traz imagens da história do quarteto. “A maior parte da filmagem pertence ao L7. É algo muito honesto, mostrando a luta de ser um artista”, afirma a vocalista.

Ela espera que o show desta noite na capital mineira funcione como um encontro com diferentes gerações de fãs. “Agora temos uma mistura de idades em nosso público. Juntamente com os fãs dos velhos tempos, temos fãs mais jovens, e essa é uma mistura saudável”, ressalta.

“Queremos que nosso público vá para o show para balançar, suar e gritar. Nós sempre nos sobressaímos com raiva. Então você pode gritar, levantar o dedo do meio e sorrir”, reforça Donita.

Além das boas lembranças de 1993, a guitarrista revela uma paixão por uma banda brasileira. “Eu amo CSS (Cansei de Ser Sexy)”, diz, citando o grupo paulistano.

 

Lembranças e volta após longo hiato

Já faz 30 anos desde o lançamento do debute “L7” (1988). Na discografia da banda há mais cinco álbuns de estúdio, com destaque para “Bricks Are Heavy” (1992), que traz a “Pretend We’re Dead”, talvez o maior clássico do L7. “Esse disco saiu em um momento em que as pessoas queriam algo novo. Eles gostam do peso e do pop, do humor, da atração das músicas”, comenta Donita Sparks.

A banda deu uma pausa nas atividades em 2001, iniciando um novo ciclo em 2015. Em setembro de 2017, emplacou o single “Dispatch From Mar-a-Lago”, e, em fevereiro deste ano, o single e clipe “I Came Back to Bitch”.

Agenda

O quê

L7 e Carne Doce.

Quando

Quinta (6), às 20h.

Onde

Mister Rock (av. Tereza Cristina, 295, Prado).

Quanto

A partir de R$ 80.

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