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Em cena

Lair Rennó apresenta seu solo

Jornalista e apresentador estreia na capital seu talk show, em que mostra histórias de bastidores e interpreta canções

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No repertório de Rennó estão músicas de Djavan, Roberto Carlos e Milton Nascimento
PUBLICADO EM 21/08/17 - 03h00
Nascido e criado em Belo Horizonte, de onde só saiu para trabalhar na Globo nacional, no Rio de Janeiro, o jornalista Lair Rennó, hoje co-apresentador do programa “Encontro Com Fátima Bernardes”, escolheu a capital mineira para lançar um projeto diferente de tudo que já fez. Será na próxima sexta-feira (25) a estreia de “Olá, Lair!”, talk show em que mistura contação de casos engraçados – muitos ligados aos bastidores da profissão – e músicas interpretadas por ele.
Sim, Lair canta. E não é de hoje. Em meados dos anos 90, chegou a se apresentar em diferentes bares de BH e até mesmo no Teatro da Maçonaria, quando, estudante de jornalismo, teve uma banda. “Ainda criança, fiz aulas de técnica vocal, de música, estudei com a Babaya (uma das principais professoras de canto da capital). Até gravei um CD com músicas do Paulinho Pedra Azul. Ou seja, me preparei para ser cantor, mas o jornalismo foi me absorvendo, virei apresentador e o rumo da minha vida mudou. O jornalismo exigia uma postura diferente”, conta.
“Mas os meus amigos sempre me cobravam: ‘faz um show com as suas histórias e músicas’, e agora, na ‘Fátima’, tenho mais liberdade para ser mais próximo do que eu sou realmente, porque é um programa de diversão”, diz, comparado seu período atual na carreira com a época em que foi âncora de telejornais na Globo e na GloboNews.
Ainda assim, foram cinco anos amadurecendo o projeto até que, em 2016, Rennó finalmente reuniu os textos das histórias que contava nos corredores da redação e entre amigos, chamou alguns parceiros e montou a apresentação. O músico Max Viana, filho de Djavan, o acompanha. A direção ficou a cargo de Rafael Zulu. “Todas as histórias são verídicas, ocorreram comigo durante carreira e infância, ou com amigos”, comenta.
Algumas, por exemplo, são relativas às “quase-gafes” que a prática de fazer televisão ao vivo traz. Como na ocasião que, sem saber o nome da repórter que entraria no ar, inventou – sendo corrigido por ela, claro. Ou quando, de cabeça, teve que calcular índices. “Na bancada do telejornal acontecem essas situações. Uma vez, o editor deixou um ‘xx’ no lugar de um número, mas quando fui ler ainda não havia corrigido. Aí eu falei ‘18%’, um número que fazia algum sentido pelo menos”, revela. O próprio nome do espetáculo também veio do jornalismo. Desde que começou na profissão, Rennó, no lugar de dizer “bom dia” ou “boa tarde”, frisou o “olá”.
Já as músicas foram escolhidas por suas preferências pessoais, quase todas da MPB, e são trazidas em uma sequência cronológica. Também estão referenciadas nas histórias que serão apresentadas. Entre elas estão “Emoções”, de Roberto Carlos, e algumas de Djavan e Milton Nascimento. Há ainda espaço para boleros como “La Barca”, de Luis Miguel. “Os fãs do programa (da Fátima) sabem que sou um cara leve, faço perguntas fora do roteiro, dou apimentada e o show é uma reunião disso tudo: do Lair que canta e conta histórias”, destaca.
Depois de Belo Horizonte, Lair já tem apresentações agendadas no interior do Estado e na Bahia. A ideia é levar o show para diferentes partes do Brasil, mas ele avisa: não vai sair do programa com a Fátima. “Vou conciliar os dois trabalhos de acordo com minhas participações lá”, diz.
 

Trajetória

Da bancada para o palco

Lair Rennó começou na televisão em 1997, como estagiário na Rede Minas. Três anos depois, foi contratado pela Globo e apresentou diferentes telejornais, como o “MGTV”. Há oito anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para tornar-se âncora da GloboNews. Foram três anos de coberturas até o convite que mudou sua vida. Desde a estreia do “Encontro com Fátima Bernardes”, há cinco anos, ele acompanha a apresentadora. 
A transição entre jornalismo e entretenimento ocorreu de um acaso. Rennó não era amigo próximo de Fátima Bernardes, mas diariamente os dois dividiam o camarim para a maquiagem. “Nós convivíamos em um intervalo de meia hora e eu contava histórias, ela ria muito. Uma vez, ela me viu dançando com a Glória Maria no corredor e, ela sempre conta, só me convidou para o programa depois disso”, diz ele. “Ela viu em mim alguém que reuniu os atributos de jornalista com experiência em ao vivo, mas que fosse leve. Que falasse sério mas pudesse dançar. Meu estilo sempre foi esse”, comenta. 
A apresentadora também o incentivou a montar o talk show e a cantar (Rennó costuma dar “palhinha” durante o programa). Neste ano, o mineiro também cantou durante sua participação no “Domingão do Faustão” e conta o fato animado. “Ele até brincou que eu estava lançando minha carreira de cantor”, diz. 
Por enquanto, Rennó nem cogita abandonar a função com Fátima, mas não descarta ter seu próprio programa. “Com o talk show, é uma carreira paralela. Estou cada vez mais dentro do programa, faço as férias dela. É um outro projeto”, reforça. “Hoje, não penso em ter um programa meu, mas, se chegar a hora, vai ser naturalmente. Tenho 20 anos de carreira e as coisas na minha vida sempre foram acontecendo. As oportunidades surgem”, finaliza. 
 
 
Agenda
 
 
O quê. Talk show “Olá, Lair!”
Quando. Sexta-feira, 25 de
agosto, às 21h.
Onde. Teatro Bradesco (rua da
Bahia, 2.244, Lourdes)
Quanto. R$ 70 (inteira)
R$ 35 (meia-entrada)

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