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Lana Bittencourt faz retorno em grande estilo

Cantora recebe convidados especiais, como Ney Matogrosso, no CD duplo “A Diva Passional”

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Lana
Hiato. Cantora carioca não gravava álbum desde 1998, quando fez disco por uma pequena gravadora
PUBLICADO EM 13/05/13 - 03h00

Cantora que começou a gravar nos anos 1950, Lana Bittencourt estava afastada do disco desde 1998, quando gravou o álbum “20 Super Sucessos” para a Polydisc. Agora, pelas mãos do produtor Rodrigo Faour, ela volta em grande estilo com o CD duplo “A Diva Passional”. Lançado pelo selo do Canal Brasil, o produto contém registros de dois shows que a cantora fez no Teatro Rival, no Rio de Janeiro.


Faour, que dirigiu os shows, conta que há tempos queria trabalhar com a cantora. Eles se conhecem desde os anos 1990, quando o produtor trabalhava como garçom-cantor no Teatro dos 4, no Rio. “Ela não gravava um disco decente desde 1965, quando gravou ‘Lana no 1800’. Ela ficou vários anos afastada e entre a década de 80 e 90 gravou três discos independentes muito fraquinhos. Eu queria uma oportunidade para fazer algo com a qualidade que ela merece”. O produtor escolheu o repertório junto com Lana, misturando sucessos de musicais norte-americanos (“Singin’ In The Rain”), clássicos da música brasileira (“Aquarela do Brasil”) e do cancioneiro napolitano (“Dio Come Ti Amo”).

“A Internacional”, alcunha dada a Lana pelo radialista César de Alencar, cantou tão bem nas duas apresentações registradas que não foi necessário fazer nenhum tipo de retoque em estúdio, conta Faour. “Na gravação, feita em 2011, ela estava com 79 anos. Das cantoras do rádio que ainda estão na ativa, é a que mais conservou sua voz”.
Para ele, Lana consegue transitar entre o tradicional e o moderno por conta de sua extensão de voz e domínio técnico. Prova disso, de acordo com o produtor, é a inclusão de “É”, samba de Gonzaguinha cantado em dueto com Mariana Braga, neta da cantora. “É uma música animada que não é qualquer cantor que canta. E Lana interpreta ‘É’ muito bem, por sua musicalidade impressionante. Assim como Cauby Peixoto e Marlene, ela soube transcender a era do rádio”.

Entre os convidados, estão Ney Matogrosso, que no CD canta com Lana “Da Cor do Pecado” e “Hino ao Amor”, Alcione, que participa de “O Meu Amor”, e o travesti Rogéria, que faz dueto com a anfitriã em “Haja o Que Houver”. O produtor afirma que são pessoas que convivem com a intérprete e com as quais ela fez questão de dividir o palco para o registro. “Ela queria ter essas pessoas perto dela. E é ótimo ter conseguido fazer esse projeto, porque as novas gerações precisam conhecer a voz da Lana”.

Agenda

O QUE. “A Diva Passional”, de Lana Bittencourt. Coleção Canal Brasil. R$ 40, em média.

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